- Minneapolis vive tensão após a presença de três mil agentes federais em operação antiimigração, com sinais de possível desescalada, mas sem retirada formal anunciada pelo governo.
- O prefeito Jacob Frey afirmou que Minneapolis não aplica leis federais de imigração e manteve foco na segurança local; Homan e Frey contataram-se numa reunião considerada produtiva, com o objetivo de encerrar a operação Metro Surge o quanto antes.
- O presidente Donald Trump reagiu publicamente, afirmando que a declaração de Frey viola a lei e que a Casa Branca está “jogando com fogo”, após Frey dizer que não cooperaria com as políticas migratórias federais.
- Inclui-se ainda críticas de membros do Partido Republicano à gestão de imigração, com o congressista Mike Lawler publicando artigo opinando que mortes recentes reforçam a necessidade de uma solução equilibrada, não de ações extremas.
- Na região, protestos continuam; cerca de duzentas pessoas reuniram-se no Capitólio de St. Paul e houve planos de nova mobilização nacional contra o ICE nesta sexta-feira.
Minneapolis respira com cautela diante de sinais de possível desescalada por parte da gestão de Donald Trump, após quase dois meses com 3.000 agentes federais na cidade. A operação antiimigração gerou resistência local e ganhou repercussão em todo o país.
Na cidade, a tensão entre o prefeito democrata Jacob Frey e a administração federal ganhou nova dimensão nesta semana. Frey manteve distância das políticas federais e pediu o encerramento da Operação Metro Surge, ressaltando que a segurança pública depende da confiança da comunidade.
Tom Homan, nomeado pelo governo para comandar as ações no terreno, reuniu-se com Frey, o prefeito de Minnesota Tim Walz e o chefe de polícia de Minneapolis, Bryan O’Hara. Frey classificou o encontro como produtivo e reiterou que Minneapolis não aplica a lei federal de imigração.
Controvérsias e respostas políticas
Trump reagiu às declarações do prefeito, afirmando, em rede social, que houve uma violação de leis e acusando Frey de expor a cidade a riscos. A fala ocorreu após Frey afirmar que o foco era reforçar a segurança pública sem ações que gerem medo.
A presidência avalia que a política migratória pode ter atingido uma crise de imagem após mortes ocorridas na cidade. O enfermeiro Alex Pretti e a poeta Renée Good foram mortos em episódios ligados ao contexto de imigração, aumentando a pressão sobre DHS e o ICE.
Repercussões e mobilização
Vários congressistas republicanos criticam a gestão da imigração sob a administração Trump, pedindo responsabilidade e mudanças na condução das operações. Em Minneapolis, a mobilização de manifestantes continua, com convocações para novas ações contra o ICE.
Na Capital de Minnesota, cerca de 200 pessoas se reuniram no Capitólio em apoio à retirada das forças federais, entoando palavras de ordem contra o ICE e cobrando ações do governador Walz. A atuação estadual sinaliza busca por diálogo e supervisão independente das detenções.
Perspectivas para a semana
Nesta sexta-feira está prevista a participação de autoridades em audiência com o juiz Todd Lyons, para tratar das violações de direitos dos imigrantes detidos. A expectativa é de novas manifestações em Minneapolis e repercussão nacional, mantendo o tema sob escrutínio público.
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