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Prefeitura e Câmara de Ferraz de Vasconcelos são alvo de buscas do MP e PM

MP e Polícia Militar deflagram operação em Ferraz de Vasconcelos contra suposto esquema de propina ligado a TACs, com afastamentos e bloqueio de bens

Operação envolve Gaeco e Gaema, do MP-SP, e a Polícia Militar de SP
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  • O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Militar cumprem mandados de busca e apreensão na prefeitura e na Câmara de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, em operação que investiga pagamento de propina a agentes públicos.
  • A ação, chamada Operação TAC, envolve o Gaeco e o Gaema do MP-SP e busca afastar envolvidos das funções, além de bloquear bens e valores de investigados e de pessoas jurídicas.
  • O MP-SP afirma que pelo menos R$ 24 milhões teriam saído dos cofres do município em esquema com conluio entre agentes públicos, influentes locais e um empresário.
  • Investigações indicam que propina teria sido usada para suspender certidões de dívida ativa de empresa do empresário e para que o município desistisse de demandas judiciais decorrentes de irregularidades ambientais.
  • A empresa, em dois TACs investigados, assumiu obrigações ambientais ainda por cumprir; nomes dos alvos não foram divulgados pela investigação.

A prefeitura de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, e a Câmara Municipal são alvo de mandados de busca e apreensão nesta terça-feira, em uma operação conjunta do Ministério Público paulista e da Polícia Militar. A ação investiga possível esquema de pagamento de propina a agentes públicos.

Segundo o MP-SP, a investigação aponta que pelo menos 24 milhões de reais teriam saído dos cofres do município por meio de conluio entre agentes públicos, influentes na cidade e um empresário. A operação recebeu o codinome TAC, relacionado a Termos de Ajuste de Conduta, agora sob apuração.

Mais de cem agentes do Gaeco e do Gaema, ambos do MP-SP, atuam em conjunto com a Polícia Militar de São Paulo para cumprir os mandados. A Justiça também determinou o afastamento dos investigados de seus cargos e o bloqueio de bens e valores ligados aos alvos.

Os alvos da operação são secretários municipais e vereadores, cuja identidade não foi divulgada pelo MP-SP. A apuração envolve suspeita de que o empresário pagou propina para suspender certidões de dívida ativa de autos de infração ambiental e influenciar a desistência de ações judiciais.

A investigação aponta emissão de notas fiscais em nome de pessoas jurídicas, algumas de fachada, para movimentar os recursos. A administração municipal detém dívidas ambientais ligadas às metas previstas nos TACs investigados. O desfecho ainda depende de diligências e apontamentos do MP.

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