- Pressão cresce sobre Stephen Miller após o tiroteio em Minneapolis que tirou a vida de Alex Pretti, com Miller questionando a narrativa pública sobre o caso.
- Trump participou de uma reunião com a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, na Casa Branca, na qual Miller ficou ausente.
- A Axios aponta que Miller teria incentivado a alegação de que Pretti planejava massacrar agentes; Miller admitiu que os agentes podem não ter seguido o protocolo adequado.
- O governo demitiu o comandante da patrulha de fronteira em Minneapolis e designou Tom Homan para recalibrar táticas; Noem manteve contato com autoridades locais e o governador de Minnesota.
- Embora alguns o vejam como o “arquiteto” da linha dura de imigração, especialistas acreditam que Miller deve perder espaço institucional, mas não deve ser demitido facilmente, mantendo influência na estratégia de Trump.
O assessor sênior Stephen Miller enfrenta pressão interna na Casa Branca após o ataque a um enfermeiro e as desdobramentos políticos ligados ao caso em Minneapolis. Miller, conhecido por defender uma linha de imigração rígida, aparece em debate público e institucional sobre o alcance de sua influência na condução de políticas.
A terminou a investigação inicial envolvendo o tiroteio, que deixou a vítima Alex Pretti, 37 anos, em Minnesota. A narrativa oficial mudou com o tempo, repercutindo entre a imprensa e aliados do governo. Em meio a isso, surgiram relatos sobre a comunicação de Miller que tentava moldar a versão pública do episódio.
Segundo relatos não oficiais, Miller foi apontado como responsável por uma versão que descrevia Pretti como potencial ameaça, o que gerou controvérsia dentro da administração. Em resposta, o presidente participou de reuniões com a secretária de segurança interna, mas Miller foi ausente nesses encontros, alimentando especulações sobre mudanças em sua posição.
Contexto e desdobramentos
Relatos de fontes próximas indicam que Miller exercia influência significativa sobre a secretária, com supervisão de políticas de imigração e de ações de força, ainda que sua presença em decisões tenha sido alvo de questionamentos. A retratação parcial da administração sobre o episódio também aumentou a pressão para recalibrar a estratégia de comunicação.
Diante do fogo cruzado, o governo exonerou o comandante da patrulha de fronteira envolvido no episódio e designou um novo responsável pela área de fronteira, com o objetivo de melhorar a cooperação com autoridades locais. O presidente manteve contatos com autoridades de Minnesota, apesar da turbulência interna.
A repercussão política inclui debates sobre o futuro de Kristi Noem, secretária de segurança interna, com membros do Congresso questionando sua permanência. Em meio a tensões, a administração busca estabilizar a mensagem pública e evitar danos à agenda de política de imigração defendida por Miller.
Especialistas ouvidos destacam que Miller, ainda que sob pressão, tende a manter influência relevante, especialmente em áreas estratégicas da política de imigração. A avaliação é de que ele pode recuar em visibilidade pública, sem, contudo, perder o papel central na formulação de diretrizes.
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