- O PT pediu à CPMI do INSS a convocação dos governadores Ibaneis Rocha (DF) e Cláudio Castro (RJ) para explicar relações com o Banco Master e o fundo de previdência fluminense.
- No Distrito Federal, Ibaneis aparece nas investigações da Polícia Federal como interessado direto na negociação entre o Banco Master e o BRB; depoimento de Daniel Vorcaro cita contato direto com o governador.
- No Rio de Janeiro, o Rioprevidência aplicou R$ 970 milhões em papéis do Master; o TCE-RJ identificou falhas no plano de investimentos antes da liquidação pela autoridade monetária.
- O requerimento sustenta que o Banco BRB teria investido mais de R$ 16 bilhões no Master entre 2024 e 2025, com cerca de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito sem lastro, fato relacionado à Operação Compliance Zero.
- Dados do INSS indicam que o Master mantinha mais de 254 mil empréstimos consignados; o presidente do INSS disse que houve suspensão de novas operações no segmento após indícios de irregularidades.
O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) pediu à CPMI do INSS a convocação dos governadores Ibaneis Rocha (MDB-DF) e Cláudio Castro (PL-RJ) para explicar relações com o Banco Master. O objetivo é esclarecer possíveis impactos de decisões políticas e financeiras sobre aposentados, pensionistas e fundos públicos, em meio a suspeitas de um esquema bilionário envolvendo o banco estatal e o fundo de previdência fluminense.
No Distrito Federal, o requerimento aponta que Ibaneis Rocha aparece envolvido na negociação ligada à suposta compra do Banco Master pelo BRB, movimento discutido em delações de empresários relacionados ao caso. De acordo com depoimento de dezembro de 2025, o controlador do Master disse ter tratado diretamente com o governador sobre negócios entre as duas instituições.
No Rio de Janeiro, a peça sustenta que a Rioprevidência aplicou quase 970 milhões de reais em papéis do Master. A Auditoria do TCE-RJ, no início de 2025, já havia indicado falhas no planejamento de investimentos, anteriores à liquidação do banco pelo Banco Central.
Segundo o requerimento, Ibaneis Rocha facilitou relações com o Master ao viabilizar o crédito consignado, enquanto Cláudio Castro teria contribuído com investimentos ligados ao fundo da previdência estadual. A reportagem aponta também que o BRB teria investido mais de 16 bilhões de reais no Master entre 2024 e 2025, com aproximadamente 12 bilhões em carteiras de crédito sem lastro, o que motivou investigações da Operação Compliance Zero.
Ainda conforme o documento, o controlador Vorcaro destacou riscos de liquidez aos compradores e a possível utilização da solidez do FGC para sustentar venda de CDBs. Posteriormente, surgiram informações de negociações de títulos do Master por bancos e corretoras, levando a Justiça fluminense a incluir Nubank, BTG Pactual e XP em ação civil pública.
Dados do INSS indicam que o Master mantinha mais de 254 mil empréstimos consignados para aposentados e pensionistas. O presidente do INSS informou que o volume de reclamações e de indícios de irregularidades levou à suspensão de novas operações do banco nesse segmento.
A CPMI planeja retomar os trabalhos até o final de fevereiro. A agenda do ano ainda não foi divulgada, e o Legislativo deve retomar atividades na próxima segunda-feira (2).
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