- O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que espera abrir em breve uma presença diplomática dos EUA na Venezuela.
- A missão será chefiada pela diplomata Laura Dogu, que atuará inicialmente em Bogotá, depois em Caracas.
- A presença permitirá obter informações em tempo real e conversar com responsáveis do regime, sociedade civil e oposição.
- Rubio afirmou que o objetivo é uma transição ordenada na Venezuela, após reuniões com a líder opositora María Corina Machado.
- Como exemplos de avanços, citou a libertação de presos políticos e reformas na legislação de hidrocarbonetos, apesar de reconhecer que o processo não será rápido.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o país pretende restabelecer laços diplomáticos com a Venezuela em breve. A declaração ocorreu em sessão no Senado, após mencionar avanços na transição política do país caribenho.
Rubio disse que há uma equipe avaliando a presença diplomática americana em Caracas, com o objetivo de facilitar informações em tempo real e dialogar com representantes do regime, além de interlocutores da sociedade civil e da oposição. A ideia é ampliar o contato direto no terreno.
A pasta de Relações Exteriores indicou a diplomata Laura Dogu como responsável por essa missão. A profissional já atuou como embaixadora na Nicarágua e ocupou posição de destaque no México entre 2012 e 2015. A atuação começará por Bogotá, com passagem para Caracas posteriormente.
Rubio lembrou que, segundo a avaliação americana, a recente operação que envolveu autoridades venezuelanas no início de janeiro teve impactos na dinâmica regional, citando a captura de um casal ligado ao alto escalão do governo. O objetivo é uma transição ordenada na Venezuela.
Acompanhando a fala de Rubio, a líder opositora María Corina Machado foi recebida no Departamento de Estado para discutir caminhos de transição. Machado reforçou a disposição de facilitar um processo que reduza a influência de facções no poder.
Perspectivas para a transição
O governo interino venezuelano tem indicado mudanças, como liberação de presos políticos e reformas no marco regulatório de hidrocarbonetos para atrair investimentos privados. No entanto, a presidente interina tem procurado distanciar-se de Washington em alguns pronunciamentos.
Rubio ressaltou que transições desse tipo costumam exigir tempo e cautela. Em respostas aos senadores democratas, o secretário afirmou que, embora haja avanços, não há promessas de prazos fixos e assegurou que o processo é monitorado de perto.
Contexto regional
Países como Espanha e Paraguai foram citados como exemplos de trajetórias de transição de regimes autoritários para democráticos, segundo Rubio. O chanceler enfatizou que cada operação tem suas especificidades e que mudanças profundas levam tempo para consolidar instituições democráticas.
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