- Rubio afirmou em depoimento preparado que os EUA estão preparados para usar força adicional contra a Venezuela se a liderança interina não cumprir as metas estabelecidas.
- O governo diz não haver guerra nem tropas no solo; a operação seria para apoiar a aplicação da lei, após a captura de Nicolás Maduro no início do mês.
- A intenção é obter cooperação máxima, e o uso de força seria considerado se outros métodos falharem.
- No Congresso, democratas criticam a atuação como extrapolação de poder, enquanto a maioria dos republicanos a apoia; a Câmara acabou derrotando por margem estreita uma resolução sobre poder de guerra.
- Rubio defenderá decisões como a remoção de Maduro, ataques a embarcações suspeitas de tráfico e o confisco de navios petroleiros sancionados, ressaltando a cooperação de Delcy Rodríguez para avançar agenda, incluindo abrir o setor de energia aos EUA.
Rubio sinalizou em audiência no Senado que os Estados Unidos estão prontos para usar força adicional caso a liderança interina da Venezuela não cumpra metas definidas pela administração Trump. A posição não implica guerra, segundo o conteúdo preparado da declaração.
O secretário de Estado afirmou que não há tropas americanas no solo venezuelano e que a operação buscou apoiar o cumprimento da lei. Ele também destacou que Maduro foi capturado no início deste mês e processado nos EUA por tráfico de drogas.
Segundo os documentos preparados, a Administração Trump sustenta medidas como o bloqueio naval e ações contra navios suspeitos de contrabando de drogas, além de confiscação de tonéis de petróleo sancionados. O objetivo é pressionar a cooperação de autoridades venezuelanas.
Rubio argumenta que não houve ocupação do país e que não há guerra declarada contra a Venezuela. A equipe de Washington sustenta que as ações buscavam apoiar autoridades legais e a repressão ao narcotráfico.
Contexto e Reações no Congresso
A maioria dos democratas criticou as ações como ultrapassagem de poderes, enquanto muitos republicanos defenderam como exercício legítimo de autoridade presidencial. A oposição questiona se a operação valeu o custo público.
O Senado discutiu ainda questões sobre a eficácia da estratégia e o estado de aceitação de Delcy Rodríguez como presidente interina, com a isso ligada a continuidade de mudanças no setor energético venezolano.
A Casa dos Representantes aprovou por margem estreita uma medida que frearia o envolvimento de tropas, mas não alterou a operação já realizada. O tema segue em debate entre os poderes da União e os desdobramentos judiciais.
Enquanto isso, famílias de nacionalidades de Trinidad relatam processos judiciais ligados a incidentes envolvendo navios no Caribe, com apontamentos de mortes desde setembro. Os desdobramentos legais ainda estão em andamento.
Delcy Rodríguez tem dito que mantém canais de comunicação com a Administração Trump e que trabalha com Washington para definir uma agenda de cooperação. O objetivo, segundo fontes, é alinhar planos de política energética e econômica.
Rodríguez afirmou publicamente que busca uma relação respeitosa, mas enfatizou a necessidade de avançar com uma agenda de interesses venezuelanos, com foco na produção de petróleo e na cooperação com o governo americano.
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