- O secretário de Estado, Marco Rubio, deverá depor no Senado sobre a política dos EUA para a Venezuela, nesta quarta-feira, em meio a dúvidas sobre a operação que capturou o presidente venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro.
- Será a primeira vez que Rubio enfrenta publicamente perguntas sobre a operação; republicanos tinham bloqueado, dois semanas atrás, uma resolução que restringiria ações de guerra sem autorização do Congresso.
- Rubio deve apresentar trechos de seus comentários preparados, ressaltando que não houve guerra nem ocupação na Venezuela e que há cooperação de autoridades locais com um plano para estabilidade.
- Membros do Congresso, incluindo democratas e alguns republicanos, reclamaram da falta de comunicação sobre operações importantes, como a captura de Maduro e cortes em programas de ajuda externa.
- O presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, Jim Risch, deve elogiar Rubio por esclarecer os planos para o futuro da Venezuela, em meio a debatedores sobre o papel do Congresso no uso de tropas.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, deve depor no Senado sobre a política de Venezuela do governo de Donald Trump, em meio a uma temporada de perguntas sobre a operação de 3 de janeiro que visou prender o presidente venezuelano Nicolás Maduro. A audiência acontece em Washington, na esfera da Comissão de Relações Exteriores do Senado, com Rubio sob o escrutínio dos ex-colegas de Senado.
A oitiva marca a primeira publicação de perguntas públicas feitas pelos senadores sobre a operação venezuelana. Alguns colegas republicanos haviam bloqueado, semanas atrás, uma resolução para restringir os poderes de guerra da administração, com o voto empatado decidido pelo vice-presidente JD Vance. Rubio é ex-senador da Flórida e membro da comissão, e deve defender o sucesso da operação sem caracterizá-la como guerra ou ocupação.
A defesa de Rubio, conforme trechos de discurso preparados para a comissão, sustenta que houve cooperação com autoridades venezuelanas interinas e uma estratégia em fases para estabilizar o país. Ainda conforme o material, o foco é evitar novas ações militares sem autorização do Congresso, e manter a cooperação internacional conforme o plano de transição. Parlamentares de diferentes signos expressaram frustração pela comunicação do governo sobre operações de grande impacto, como a capturada de Maduro e o corte de programas de ajuda externa.
Contexto recente
As discussões também tratam da relação entre o Executivo e o Legislativo na definição de ações militares no exterior, com debates sobre a necessidade de aprovação congressual para ações de longo prazo. O desfecho da votação sobre a resolução de poder de guerra mostrou divisão entre republicanos, apesar de ter havido resistência inicial de alguns a votar a favor de restringir ações sem consulta ao Congresso.
Perspectivas da oitiva
Com o testemunho, autoridades deverão esclarecer como será o monitoramento das autoridades venezuelanas interinas e a continuidade do que é apresentado como um plano por etapas para a restauração da estabilidade. A audiência também pode esclarecer quais informações foram compartilhadas com o Congresso sobre os riscos de segurança e a relação com a política de sancionamento e cooperação com parceiros internacionais.
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