- O secretário de Estado Marco Rubio enfrentou quase três horas de perguntas de senadores Democratas sobre a incursão militar na Venezuela e a falta de autorização ou consulta ao Congresso para capturar o presidente Nicolás Maduro, em início de janeiro.
- A maioria dos republicanos no Comitê de Relações Exteriores do Senado elogiou Rubio pelo papel na política venezuelana, mas dois senadores republicanos e democratas manifestaram preocupações, inclusive sobre as implicações internacionais das justificativas legais usadas para derrubar Maduro.
- O senador Rand Paul criticou as interpretações amplas dos poderes de guerra, enquanto Rubio alegou que a operação para capturar Maduro não chega perto da definição constitucional de guerra.
- Senadores democratas, como Tim Kaine, cobraram maior transparência pública e fundamentação legal para os ataques a barcos de narcotráfico no Caribe e no Pacífico leste, ressaltando custos e mortes.
- O senador John Curtis elogiou Rubio, mas disse sentir dificuldade em obter briefings e informações claras da administração; o tema de possível mudança de regime em Cuba também foi citado, com Rubio sinalizando interesse, sem compromisso.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, enfrentou perguntas de senadores democratas sobre a incursão militar na Venezuela e a ausência de autorização ou mesmo consulta ao Congresso prévia à operação de início de janeiro para prender o presidente Nicolás Maduro. A audiência durou quase três horas.
A maioria dos republicanos no Comitê de Relações Exteriores do Senado elogiou Rubio pelo papel na política dos EUA na Venezuela. Dois senadores republicanos participaram das críticas, incluindo a respeito das implicações internacionais das justificativas legais usadas para derrubar Maduro.
Questionamentos sobre a legalidade e os poderes de guerra
O senador Rand Paul, que tem sido crítico das ampliações dos poderes executivos de guerra, questionou a definição de guerra usada pela administração em relação à operação contra Maduro e às ações contra embarcações de drogas. Rubio sustentou que a operação não chega à definição constitucional de guerra, enquanto Paul argumentou que o padrão seria aplicado de forma desigual se invadissem o país dele.
A senadora Tim Kaine também criticou a falta de transparência pública e de justificativas legais para as ações contra embarcações no mar aberto, que o governo tem dito serem operações legais de combate a drogas sem autorização do Congresso. Kaine pediu briefing classificado sobre os critérios de alvo usados pela Marinha em tais ataques.
Desdobramentos e governança
O debate incluiu críticas sobre a comunicação entre a Casa Branca e o Congresso, bem como sobre o papel das secretarias de Defesa e Justiça na fiscalização de operações associadas ao esforço de combate a drogas na região. O senador John Curtis elogiou Rubio, mas afirmou que a cooperação do governo com o comitê pode ser aprimorada.
Há também menção à possibilidade de mudança de regime em Cuba. Rubio afirmou que, embora tenha apoio a mudanças, não há confirmação de planos próximos para alterações nesse país, ressaltando que a política dos EUA historicamente favorece mudanças de regime via embargo comercial.
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