- A procuradoria federal suíça e a polícia fizeram buscas em várias casas de empresas contratadas para coletar assinaturas de iniciativas constitucionais, no âmbito de investigações por possível falsificação.
- As buscas foram anunciadas na terça-feira; questionaram diversas pessoas durante as apurações, informou a Polícia Federal suíça.
- As investigações tratam de fraude eleitoral envolvendo cerca de 30.000 assinaturas consideradas suspeitas desde 2022.
- As assinaturas foram coletadas para cerca de 20 chamadas iniciativas populares que, se contarem com 100 mil assinaturas válidas em 18 meses, vão a voto.
- Não foi informado quais mudanças na constituição suíça as 20 iniciativas buscavam; os investigadores destacam que os coletores nem sempre precisam se identificar e costumam ser jovens que vivem fora do país.
O Ministério Público da Suíça e a polícia realizaram buscas em várias residências nesta terça-feira, em empresas contratadas para coletar assinaturas de iniciativas populares que visam mudanças na constituição. A operação faz parte de investigações sobre falsificação de assinaturas, segundo as autoridades.
Ao todo, várias pessoas foram ouvidas pela Procuradoria-Geral da Confederação (OAG). Os atos investigados envolvem suspeita de fraude eleitoral relacionada a cerca de 30 mil assinaturas consideradas suspeitas desde 2022.
As assinaturas foram recolhidas para aproximadamente 20 chamadas iniciativas populares. No sistema suíço de democracia direta, propostas precisam de 100 mil assinaturas válidas em até 18 meses para ir a voto.
A OAG informou que as investigações são complicadas pelo fato de os coletores de assinaturas não precisarem se identificar por lei, e por serem, em muitos casos, jovens que moram no exterior.
Detalhes da investigação
As buscas e as oitivas ocorreram a partir de informações recebidas pela OAG, que não divulgou quais mudanças constitucionais estariam envolvidas. O caso permanece em desenvolvimento, sem conclusão anunciada.
Entre na conversa da comunidade