- O presidente dos EUA, Donald Trump, avalia opções contra o Irã, incluindo ataques direcionados a comandos e instituições responsáveis pela violência, para inspirar protestos.
- Uma das opções discutidas envolve um ataque maior e de longo alcance, possivelmente contra mísseis balísticos ou programas de enriquecimento nuclear.
- Trump ainda não tomou uma decisão final sobre a ação militar, segundo fontes.
- A chegada de uma porta-aviões dos EUA e outras tropas ao Oriente Médio aumentou as capacidades militares, conforme as discussões ganham tração.
- Autoridades regionais e diplomatas alertam que ataques podem enfraquecer o movimento de protesto, em vez de derrubar o regime, e ressaltam riscos de retaliação regional.
O presidente dos EUA, Donald Trump, avalia opções para agir contra o Irã, incluindo ataques direcionados a forças de segurança e a líderes, na tentativa de estimular protestos. A informação chega de várias fontes familiarizadas com as conversas, enquanto oficiais israelenses e de países árabes afirmam que apenas poder aéreo não derrubaria o regime clerical.
Segundo as fontes, Trump busca criar condições para eventual mudança de regime após uma repressão que ceifou milhares de vidas neste mês. As opções discutidas também contemplam um ataque maior, com impacto duradouro, possivelmente contra mísseis balísticos ou programas de enriquecimento de urânio.
Ainda de acordo com as fontes, Trump não decidiu se haverá caminho militar, e a chegada de uma porta-aviões dos EUA e de navios de apoio aos recursos do Golfo ampliou a possibilidade de ação, embora haja cautela entre aliados sobre as consequências regionais.
Limites da força aérea
Um alto funcionário israelense, com conhecimento direto das conversas entre EUA e Israel, afirmou que ataques aéreos isolados não devem derrubar o regime. Ele destacou que, mesmo com a morte de figuras-chave, o Irã poderia ter um novo líder. A análise aponta para a necessidade de pressão externa aliada a oposição doméstica organizada.
Relatos descrevem que o objetivo de Washington pode ser mais a mudança de liderança do que a derrubada total do governo, segundo fontes ocidentais. Em Washington, autoridades discutem que uma transição sob pressão externa poderia, em algum cenário, facilitar maior cooperação com o Ocidente.
Khamenei, que comanda o Irã, reconheceu publicamente milhares de mortes durante os protestos, responsabilizando Estados Unidos, Israel e opositores internos. O governo iraniano afirma que o programa nuclear é civil e está disposto ao diálogo baseado em respeito mútuo, desde que haja equilíbrio nas relações.
Contexto regional e riscos
Analistas alertam que a escalada militar pode ampliar tensões regionais, com represálias potenciais de aliados iranianos e retaliação de estruturas apoiadas pelo Irã na região. Especialistas veem risco de deterioração econômica, fragmentação interna e maior instabilidade na área do Golfo.
Alguns observadores sugerem que o Irã pode manter o controle, ainda que enfraquecido pela comoção social e pela crise econômica. A forma como a liderança lidará com as pressões externas pode influenciar futuros desdobramentos nucleares e diplomáticos.
Relatos de inteligência indicam que as condições que alimentam os protestos permanecem, ainda que sem grandes fissuras no governo. A avaliação comum é de que não há consenso sobre um desfecho rápido ou simples para o impasse regional.
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