- Trump disse que o tempo para negociações nucleares com o Irã está se esgotando e deixou a possibilidade de um novo ataque caso não haja acordo sem armas nucleares.
- Em mensagem na Truth Social, ele afirmou que espera que o Irã sente à mesa em breve para negociar um acordo justo e equilibrado para todas as partes.
- O presidente ressaltou que um contingente significativo da Marinha dos Estados Unidos segue em direção ao Irã.
- O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que Teerã só dialogará com os EUA quando as ameaças forem retiradas.
- A posição iraniana veio após o país descartar negociações sob ameaça de ações militares, em meio a tensões sobre o programa nuclear e possíveis ataques.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou claro em uma mensagem publicada nesta quarta-feira que pode haver um novo ataque caso o Irã não feche um acordo sobre armas nucleares. A publicação ocorreu na plataforma Truth Social e destaca que uma parte significativa da Marinha americana segue rumo ao Irã. O tom foi de pressão para negociar sem armas nucleares.
Trump afirmou que o tempo para negociações está se esgotando e lembrou ataques anteriores contra instalações nucleares iranianas, sugerindo que o próximo movimento poderia ser mais severo. A declaração ocorreu após Teerã ter descartado diálogos sob a condição de fim das ameaças militares.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, reagiu dizendo que o país só dialogará com os EUA se as ameaças cessarem. Em declarações televisadas, ele afirmou que conduzir a diplomacia por meio de pressão não é eficaz.
Diplomacia e Princípios
O governo iraniano já havia indicado, recentemente, que não pretende negociar sob ameaça militar. A posição washingtoniana ocorre em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano e aos históricos conflitos na região. O tema segue sob monitoramento internacional.
Trump não descarta ações militares caso as negociações fracassem, citando incidentes anteriores e a repressão a protestos internos no Irã. A possibilidade de uso da força permanece como elemento de dissuasão na narrativa do governo americano.
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