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Ai Weiwei diz que Ocidente carece de autoridade moral para criticar Beijing

Ai Weiwei afirma que o Ocidente não tem autoridade moral para condenar a China, enquanto Starmer visita Pequim, sob olhar de hipocrisia e interesses comerciais

Chinese artist Ai Weiwei poses during a photocall, amongst art pieces displayed in his exhibition "Ai Weiwei: making sense" at the Design Museum in London, Britain, April 4, 2023.
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  • Ai Weiwei afirmou, em Londres, que o Ocidente não tem autoridade moral para criticar a China e que deve revisar seu histórico em direitos humanos e liberdade de expressão.
  • As declarações ocorrem durante a visita de Keir Starmer à China, em busca de recalibrar relações entre Reino Unido e Beijing.
  • O artista disse ter mudado de posição, deixando de defender que líderes ocidentais condenassem abusos antes de acordos comerciais.
  • Ele afirmou que críticas ocidentais seriam hipócritas e “fazem as pessoas rirem”, citando o caso de Julian Assange.
  • Starmer disse que levantaria questões de direitos humanos com o presidente Xi Jinping, incluindo o caso de Jimmy Lai; Ai lembrou da censura ocorrida na Europa, como a suspensão de uma exposição dele em Londres em 2023.

Ai Weiwei afirmou em Londres que o Ocidente precisa revisar seu próprio histórico de direitos humanos antes de criticar a China, em meio à visita do primeiro-ministro britânico ao país. A declaração foi dada à Reuters na quinta-feira, 29 de janeiro.

Ele disse ter mudado de posição em relação a discursos de líderes ocidentais que visitam a China, sugerindo que o Ocidente não está em posição de apontar abusos, devendo antes verificar seu próprio registro em direitos humanos e liberdade de expressão.

A fala ocorre quando o líder britânico Keir Starmer realiza uma viagem de quatro dias à China, a primeira de um chefe de governo britânico em oito anos, com foco em fortalecer relações apesar de preocupações sobre espionagem e direitos humanos.

Visita de Starmer e prioridade econômica

Em Londres, Ai apresentou seu novo livro sobre censura e afirmou que críticas ocidentais a temas como direitos humanos e liberdade de expressão soam hipócritas e podem provocar risos entre o público chinês.

Ele citou o caso de Julian Assange para ilustrar divergências na forma como o Ocidente lida com questões de transparência e justiça, sem oferecer juízos de valor sobre políticas específicas.

Ai também mencionou episódios de censura nos países ocidentais, incluindo a decisão de uma galeria de adiar uma mostra em 2023 após uma postagem sobre a guerra em Gaza.

Panorama sobre a relação diplomática

Apesar das críticas, Ai reconheceu que, do ponto de vista econômico, a visita de Starmer à China é considerada racional e prática, apontando benefícios para o Reino Unido e boa receptividade na China.

Anerrou a ideia de isolamento estratégico, ressaltando que o encontro busca o ângulo comercial dentro de um contexto de tensões diplomáticas já conhecidas.

Fonte: Reuters.

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