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Protestos no Irã mais masculinistas: descontentamento difere de 2022

Protestos recentes no Irã são mais masculinistas e ligados à pobreza, com jovens buscando em Reza Pahlavi uma liderança transitória para derrubar o regime

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  • As manifestações noturnas no Irã continuam, com gritos contra o ditador e o aiatolá Khamenei; em Karaj, a chamada woman, life, freedom teve pouca adesão.
  • Analistas dizem que o novo levante é mais masculinista e reflete descontentamento social mais amplo, especialmente com a pobreza crescente, diferente de 2022.
  • Reza Pahlavi, filho do último monarca pró-ocidental, surge como potencial líder entre jovens, embora ainda não haja certeza sobre o apoio suficiente.
  • A repressão tem causado cerca de 30 mil mortes, além de enterros em massa, o que representa uma ameaça existencial ao regime islâmico segundo especialistas.
  • Pahlavi afirma querer liderar uma transição; não deixou claro se pretende retornar como monarca, e críticos apontam mudanças recentes em suas postagens e posicionamentos.

A onda de protestos que tomou as ruas do Irã ganhou um tom diferente em Karaj, a cerca de 48 quilômetros de Teerã. Entusiasmos antigos deram lugar a cobranças mais contundentes contra o regime, com gritos contra o líder supremo e a repressão, enquanto a multidão resistia aos enfrentamentos com as forças de segurança.

Enquanto a frase mulher, vida, liberdade ainda ecoava entre alguns manifestantes, a adesão ao slogan ganhou menos força entre as jovens parcelas do movimento. Analistas apontam que o protesto recente é mais masculinista, centrado na desesperança econômica e na insatisfação com o regime, do que nos moldes de 2022.

Liderança e dos motivos

Reza Pahlavi, filho do último monarca pró-ocidental, emergiu como figura central para muitos jovens iranianos. Seu nome aparece como possível líder de transição para derrubar o atual governo teocrático, apesar de ele não ter retornado ao Irã desde antes da Revolução de 1979. A ideia é conduzir um governo de transição, com um novo marco constitucional.

Em Washington, Pahlavi afirmou que o regime islâmico pode entrar em colapso, mas sem esclarecer se pretende retornar como rei. Ele sinalizou que uma constituição seria submetida a referendo, definindo se o país adotará uma república ou uma monarquia, e quem lideraria a nova etapa.

Contexto atual e impactos

Analistas destacam que a deterioração econômica, com queda do rial, ajudou a sustentar as manifestações além de cidades do interior. Relatos indicam evacuações, prisões em massa e corpos apresentados a familiares em sepulturas coletivas, alimentando o sentimento de impasse entre a população e as autoridades.

A pressão pública cresce diante de políticas de repressão que vêm sendo usadas desde o início das ações recentes, em dezembro. O levante se expandiu para Teerã e outras capitais, antes de reduzir a intensidade diante da repressão each marcada pela violência.

Perspectivas e pontos de atenção

Críticos de Pahlavi o acusam de oportunismo, após ele ter incentivado os protestos e, depois, justificar baixas humanas com a expressão guerra. A depender do desenrolar, a liderança unificada pode ficar sob a mira de disputas entre facções do movimento de oposição, incluindo ativistas e reformistas presos.

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