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Departamento de Justiça dos EUA divulga arquivos sobre Epstein durante governo Trump

Departamento de Justiça divulga novo lote de Epstein com mais de 3 milhões de páginas, 2 mil vídeos e 180 mil imagens, com edições limitadas por privilégios legais

Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell aparecem nesta imagem divulgada pelo Departamento de Justiça em Washington, em 19 de dezembro de 2025 Departamento de Justiça dos EUA/Divulgação via REUTERS
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  • O Departamento de Justiça dos EUA publicou um novo conjunto de arquivos sobre Jeffrey Epstein, em cumprimento a uma lei aprovada em novembro.
  • O lote inclui mais de 3 milhões de páginas, 2 mil vídeos e 180 mil imagens, com edições permitidas por exceções da lei para proteger vítimas ou investigações em andamento.
  • As divulgações anteriores foram fortemente editadas, o que gerou críticas de alguns membros do Congresso.
  • Não ficou claro quantos itens mencionam o presidente Donald Trump; a primeira divulgação teve relativamente poucas referências a ele.
  • O DOJ enviará ao Congresso um relatório com um resumo das edições e dos documentos retidos, conforme exigido pela lei.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou nesta sexta-feira um novo conjunto de arquivos relativos a Jeffrey Epstein, abrindo a última etapa de uma divulgação ordenada por lei aprovada em novembro. A edição traz milhões de itens, incluindo milhares de vídeos e imagens, e expõe o histórico de investigações envolvendo o financista.

De acordo com o vice-procurador-geral Todd Blanche, o pacote divulgado hoje encerra o esquema de publicações previstas pelo governo durante a gestão de Donald Trump. O lote total soma mais de 3 milhões de páginas, cerca de 2 mil vídeos e aproximadamente 180 mil imagens.

Os documentos trazem diversas edições, em especial por conta de exceções legais que permitem manter sigilo de vítimas e de investigações em andamento. As divulgações anteriores já haviam recebido críticas por conterem cortes.

Conteúdo, censuras e documentos retidos

Em nota oficial, o Departamento de Justiça informou que parte dos arquivos permanece retida por motivos de privilégio legal e devido a materiais sob proteção de advogados. Parte das informações permanece indisponível para proteção de vítimas e de investigações em curso.

Ainda não ficou claro quantos itens mencionam especificamente o ex-presidente Trump. A divulgação inicial, efetuada em dezembro, apontou referências limitadas ao chefe do Executivo. O DOJ indicou que algumas informações falsas associadas a Trump circulavam em redes sociais durante o último ciclo eleitoral.

Blanche ressaltou que as revisões levaram tempo e envolveram equipes extensas de advogados para assegurar a conformidade com a lei. Apesar do prazo formal de 19 de dezembro de 2025, as autoridades afirmam que foi necessário estender o prazo para concluir a revisão.

Reação, contexto e próximos passos

A divulgação ocorre em meio a tensões políticas e a questionamentos sobre se todos os arquivos obrigatórios foram tornados públicos. Parlamentares democratas apontaram divergências com o conteúdo retido e com o ritmo das liberações.

O Epstein, que já teve ligações com figuras públicas no setor financeiro, morreu em 2019, em sua cela, enquanto aguardava julgamento. O episódio gerou várias teorias da conspiração, algumas promovidas por apoiadores de Trump durante a campanha de 2024.

O Departamento de Justiça informou que irá entregar ao Congresso um relatório com o resumo das edições e dos documentos retidos, para atender ao que determina a lei. Em nota, o governo reforçou que algumas alegações encontradas nos arquivos não possuem embasamento e não devem ser tratadas como verídicas.

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