- O Senado aprovou acordo entre democratas e republicanos para liberar seis pacotes orçamentários, totalizando 1,2 trilhão de dólares, financiando ministérios e agências até setembro.
- A Câmara dos Representantes precisa aprovar o texto, e não se reunirá até segunda-feira, o que pode gerar um novo shutdown parcial, porém breve.
- O pacote contempla financiamento para Defesa, Saúde e Serviços Humanos, Trabalho, Educação, Transporte, Estado e agências relacionadas aos serviços financeiros.
- O acordo prevê reformas na lei de imigração em false, incluindo câmeras corporais para agentes, identificação obrigatória e exigência de ordens judiciais para acessar propriedades privadas, demandadas pelos democratas.
- A Casa Branca pressiona pela redução de dissidências entre republicanos; o comitê de regras da Câmara deve se reunir no domingo para preparar a votação de segunda-feira.
O Senado aprovou nesta sexta-feira um acordo entre democratas e republicanos para desbloquear a maior parte do gasto público, em 1,2 trilhão de dólares. A medida financia seis pacotes orçamentários, cobrindo áreas como Defesa, Saúde, Trabalho, Educação, Transporte, Estado e serviços financeiros. A Câmara dos Representantes precisa confirmar a aprovação, o que deve ocorrer na segunda-feira.
Mesmo com o aceno do Senado, cresce a tensão no Capitolio. Democrats pressionam para incluir reformas migratórias, como uso obrigatório de câmeras corporais por agentes federais, identificação e limites a ações em propriedades privadas. Parte da bancada republicana resiste a ceder aos requisitos.
O impasse tem raízes no uso de verbas do Departamento de Segurança Nacional, que inclui ICE e a Patrulha de Fronteira. A oposição teme elevar o financiamento para 64 bilhões de dólares, condicionando a votação a mudanças migratórias. A crise levou a negociações intensas entre as lideranças.
Avanços e próximos passos
Amanhã, o Congresso pode liberar o desbloqueio parcial e manter o funcionamento de grande parte do governo. O acordo prevê continuidade de recursos por duas semanas sem novos fechamentos, desde que a Casa aprove as mudanças aprovadas pelo Senado.
Desdobramentos mostram que, durante a semana, agentes federais em Minnesota recuaram parcialmente e houve uma redução na campanha de restrição migratória. A administração Trump busca reduzir dissidências entre republicanos para facilitar a votação.
Atram a aprovação definitiva pela Câmara, que só se reúne novamente na segunda-feira. Mesmo com expectativa de acordo, há dúvidas sobre a possibilidade de incluir novas cláusulas de controle migratório, ainda sem detalhes finais.
O objetivo principal é evitar um novo fechamento parcial do governo, mantendo operações essenciais em funcionamento. Especialistas ressaltam que a tramitação envolve várias etapas entre as duas casas e pode exigir ajustes adicionais.
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