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Motta e Tebet discutem controle do orçamento e divergem

Tebet acusa Congresso de sequestrar orçamento via emendas; Motta rebate e diz que emendas dão voz a estados e prioridades da população

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil.)
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  • A ministra do Planejamento, Simone Tebet, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, trocaram farpas sobre o orçamento nesta sexta-feira, em São Paulo.
  • Tebet acusou o Congresso de “sequestrar” o orçamento por meio das emendas parlamentares; Motta afirmou que, em democracia, nenhum poder sequestra o dinheiro público.
  • Tebet afirmou que parte das despesas, considerada livre, foi confiscada por um Congresso cada vez mais dependente do orçamento para objetivos eleitorais.
  • Motta rebateu dizendo que as emendas dão voz a estados e municípios e que divergências fazem parte da democracia, pedindo cuidado com palavras que deslegitimem o Parlamento.
  • A Lei Orçamentária Anual de 2026 prevê cerca de R$ 62 bilhões em emendas, sendo R$ 50 bilhões do parlamento; Tebet disse que, sem planejamento, a concentração por parlamentar chegaria a R$ 60 milhões; a troca ocorre quatro dias antes do fim do recesso do Legislativo.

O Ministério do Planejamento, comandado por Simone Tebet, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, trocaram farpas nesta sexta-feira (30) sobre os recursos do governo. Tebet disse que o Congresso sequestra parte do orçamento por meio das emendas.

Ela afirmou, durante agenda em São Paulo, que parte das despesas livres foi confiscada pelo Legislativo, cada vez mais dependente do orçamento com foco, segundo ela, em objetivos eleitorais. Motta respondeu em sua conta no X, defendendo as emendas como voz dos estados e prioridades da população.

A Lei Orçamentária Anual de 2026 prevê cerca de 62 bilhões de reais em emendas, sendo 50 bilhões de origem parlamentar. Tebet ressaltou que alguns montantes poderiam chegar a 60 milhões por parlamentar, sem planejamento.

Emendas parlamentares e reação

Motta sustentou que as emendas dão representatividade aos entes locais e às necessidades reais da população. Ele ressaltou que divergências são normais na democracia e pediu cuidado com termos que deslegitimem o Parlamento.

A disputa acontece a pouco de o recesso do Legislativo terminar, em um momento de tensão entre o governo e o Congresso. O episódio mostra a dificuldade de alinhar orçamento e ações políticas em ano eleitoral.

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