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Aliado de Modi propõe ban de redes sociais para adolescentes na Índia

Líder aliado de Modi propõe lei para proibir menores de 16 anos em redes sociais, estimulando debate global sobre saúde digital e dados de usuários

Social media apps are displayed on a mobile phone
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  • Um aliado do chamado PM Narendra Modi propôs um projeto de lei privado para banir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais na Índia.
  • O texto defende que plataformas devem ficar responsáveis pela verificação da idade dos usuários e afirma que crianças são grandes produtoras de dados para serviços estrangeiros.
  • A proposta surge em meio a um debate global sobre impactos das redes sociais na saúde e segurança de jovens.
  • Austrália já proibiu o uso de redes sociais para menores de 16 anos; França discute limitar para menores de 15; Índia não comentou o assunto até o momento.
  • A Índia é o segundo maior mercado de smartphones, com cerca de 750 milhões de dispositivos, e não estabelece idade mínima para acesso às redes sociais.

O aliado do primeiro-ministro Narendra Modi propôs um projeto de lei para banir o uso de redes sociais por crianças na Índia. A iniciativa chegou em meio a um debate global sobre os impactos das redes na saúde e na segurança de jovens. A proposta é de L. S. K. Devarayalu, parlamentar ligado ao governo.

A ideia, apresentada como projeto de lei de membro privado, não foi publicada, mas foi visto pela Reuters. O texto prevê que menores de 16 anos não possam criar, manter ou possuir contas em redes sociais. Quem descobre violação deveria ter a conta desativada.

Segundo Devarayalu, a responsabilidade de verificar a idade dos usuários deveria recair sobre as plataformas. O parlamentar afirma que a Índia é um dos maiores produtores de dados para plataformas estrangeiras e que isso alimenta sistemas de IA sem remuneração aos usuários.

Contexto local e internacional

A Índia é o segundo maior mercado de smartphones, com cerca de 750 milhões de dispositivos, e tem mais de um bilhão de usuários de internet. O país não estabelece uma idade mínima para o acesso a redes sociais.

Na região, a Austrália foi o primeiro país a proibir redes para menores de 16 anos, em uma decisão recente que recebeu críticas de empresas de tecnologia. Outros países estudam medidas semelhantes, como França, Reino Unido, Dinamarca e Grécia.

Reação de grandes empresas

Meta, Alphabet (YouTube) e X não responderam a pedidos de comentário no sábado. Em comunicado anterior, a Meta disse apoiar leis de supervisão parental, mas pediu cautela para evitar empurrar jovens a sites menos regulados.

O Ministério da Tecnologia da Índia não respondeu a pedidos de comentário. O governo já tem discutido políticas de limites de acesso por idade para enfrentar o que descrevem como dependência digital.

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