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Cubanos sob cerco enquanto aperto dos EUA se intensifica

Cuba enfrenta apagões prolongados, queda do peso e inflação de alimentos, com tarifas americanas aumentando a pressão e agravando a crise cotidiana

People line up to buy bread in Havana, as Cubans from all walks of life hunker into survival mode amid prolonged blackouts and soaring prices for food, fuel and transport, while the United States increases pressure on the communist‑run nation, in Cuba, January 30, 2026. REUTERS/Norlys Perez
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  • Os EUA anunciam possibilidade de tarifas sobre importações de países que fornecem óleo para Cuba, aumentando a pressão sobre o governo cubano.
  • Cuba enfrenta apagões prolongados, escassez de combustível e inflação elevada de alimentos, combustível e transporte, com a moeda local se desvalorizando.
  • Venezuela e México pararam de enviar óleo, agravando a crise de abastecimento na ilha.
  • O governo cubano declarou emergência internacional em resposta às tarifas, mas não detalhou planos claros para gerenciar a crise humanitária.
  • Moradores enfrentam filas por combustível, transporte mais caro e serviços básicos afetados, enquanto não houve protestos amplos até o momento.

O governo dos Estados Unidos intensifica a pressão sobre Cuba, com tarifas previstas para bens de países que fornecem petróleo à ilha. A medida ocorre após a queda de Nicolás Maduro na Venezuela, aliado histórico de Havana, e aumenta a dificuldade econômica para o país caribenho.

A crise se agrava em meio a apagões mais longos e preços elevados de alimentos, combustível e transporte. Em Havana, moradores relatam filas para pão e gasolina, com o peso cubano perdendo valor frente ao dólar nos últimos 21 dias.

As empresas públicas e privadas de transporte enfrentam queda de oferta de combustível, o que eleva tarifas e reduz a oferta de serviços. Bairros da capital veem menos ônibus e maior uso de transportes privados, com custos repassados aos passageiros.

O governo cubano, representado pelo chanceler Bruno Rodríguez, declarou situação de emergência internacional após o anúncio de tarifas, segundo fontes oficiais, enquanto a população encara cortes frequentes de energia e serviços básicos suspensos.

A partir de dezembro, a Venezuela interrompeu remessas de petróleo a Cuba, seguidas pelos ajustes anunciados pelo governo mexicano para soluções diplomáticas. A medida complica ainda mais a já frágil matriz energética da ilha.

Em cidades como Havana, moradores relatam que o comércio em moeda nacional praticamente deixou de existir para a venda de combustíveis, intensificando a dependência de dólares, pouco acessíveis a muitos cubanos. Os preços de itens essenciais sobem, pressionando famílias de diferentes classes.

Entre os que enfrentam as dificuldades, trabalhadores informais e taxistas descrevem a situação como insustentável, afirmando que é preciso pagar mais ou ficar sem sustento básico. A diária de deslocamentos tem se estendido, elevando o cansaço e o tempo de trajeto.

Relatos de residentes mostram ainda impactos no dia a dia: sem sinal de protestos generalizados até o momento, a população continua buscando meios de sobrevivência, com assistência social e distribuição de alimentos em níveis reduzidos e com dificuldade para manter o serviço público.

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