- Os EUA anunciam possibilidade de tarifas sobre importações de países que fornecem óleo para Cuba, aumentando a pressão sobre o governo cubano.
- Cuba enfrenta apagões prolongados, escassez de combustível e inflação elevada de alimentos, combustível e transporte, com a moeda local se desvalorizando.
- Venezuela e México pararam de enviar óleo, agravando a crise de abastecimento na ilha.
- O governo cubano declarou emergência internacional em resposta às tarifas, mas não detalhou planos claros para gerenciar a crise humanitária.
- Moradores enfrentam filas por combustível, transporte mais caro e serviços básicos afetados, enquanto não houve protestos amplos até o momento.
O governo dos Estados Unidos intensifica a pressão sobre Cuba, com tarifas previstas para bens de países que fornecem petróleo à ilha. A medida ocorre após a queda de Nicolás Maduro na Venezuela, aliado histórico de Havana, e aumenta a dificuldade econômica para o país caribenho.
A crise se agrava em meio a apagões mais longos e preços elevados de alimentos, combustível e transporte. Em Havana, moradores relatam filas para pão e gasolina, com o peso cubano perdendo valor frente ao dólar nos últimos 21 dias.
As empresas públicas e privadas de transporte enfrentam queda de oferta de combustível, o que eleva tarifas e reduz a oferta de serviços. Bairros da capital veem menos ônibus e maior uso de transportes privados, com custos repassados aos passageiros.
O governo cubano, representado pelo chanceler Bruno Rodríguez, declarou situação de emergência internacional após o anúncio de tarifas, segundo fontes oficiais, enquanto a população encara cortes frequentes de energia e serviços básicos suspensos.
A partir de dezembro, a Venezuela interrompeu remessas de petróleo a Cuba, seguidas pelos ajustes anunciados pelo governo mexicano para soluções diplomáticas. A medida complica ainda mais a já frágil matriz energética da ilha.
Em cidades como Havana, moradores relatam que o comércio em moeda nacional praticamente deixou de existir para a venda de combustíveis, intensificando a dependência de dólares, pouco acessíveis a muitos cubanos. Os preços de itens essenciais sobem, pressionando famílias de diferentes classes.
Entre os que enfrentam as dificuldades, trabalhadores informais e taxistas descrevem a situação como insustentável, afirmando que é preciso pagar mais ou ficar sem sustento básico. A diária de deslocamentos tem se estendido, elevando o cansaço e o tempo de trajeto.
Relatos de residentes mostram ainda impactos no dia a dia: sem sinal de protestos generalizados até o momento, a população continua buscando meios de sobrevivência, com assistência social e distribuição de alimentos em níveis reduzidos e com dificuldade para manter o serviço público.
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