- O governo dos Estados Unidos entrou parcialmente em shutdown neste fim de semana, com atraso de fundos para vários órgãos, devido à recusa de senadores democratas em votar o financiamento do Departamento de Segurança Nacional (DHS).
- A oposição exige que o texto do financiamento ao DHS tenha restrições adicionais a agentes federais, em reação aos casos de mortes de duas pessoas nos últimos meses, citando as mortes de Renee Good e Alex Pretti em Minnesota.
- O Senado aprovou, na sexta-feira, um pacote para financiar o governo até setembro e manter o DHS funcionando por duas semanas, mas a House ainda precisava aprovar a medida.
- A Casa Branca afirmou que o dinheiro continuará a ser utilizado para operações do DHS e de outros departamentos por meio de verbas já existentes, caso o shutdown se estenda.
- A situação política no Congresso permanece incerta, com a oposição exigindo mudanças em temas como uso de máscaras por agentes, câmeras corporais e código de conduta, e a Câmara sob controle republicano discutindo a integração de outras medidas.
O governo dos Estados Unidos entrou parcialmente em shutdown neste fim de semana, após a recusa dos democratas de votar um texto que autoriza o gasto contínuo do Department of Homeland Security (DHS). A oposição cita novas regras para agentes federais, em resposta aos homicídios ocorridos em Minneapolis, Minnesota.
Os atos de impasse nasceram da oposição democrática ao pacote de financiamento, que devia manter o DHS em funcionamento. Os democratas querem que o texto inclua restrições adicionais aos agentes, citando os casos de Renee Good e Alex Pretti, ambos mortos na cidade.
Na sexta-feira, o Senado aprovou um conjunto de medidas para financiar os demais órgãos até setembro e uma autorização para manter o DHS funcionando por duas semanas. A Câmara dos Deputados, controlada pela oposição, ainda precisa aprovar a outra parte do pacote.
Desdobramentos no Congresso
A paralisação mantém indefinido o impacto, que pode se manifestar a partir de segunda-feira, quando o expediente volta a operar. Além do DHS, outras pastas — defesa, educação, trabalho, saúde, transporte e habitação — ainda não tiveram orçamento final aprovado.
O governo federal aguarda a atuação da Câmara, que deve se reunir na segunda-feira para definir as próximas etapas. O presidente Donald Trump já sinalizou que pretende assinar o pacote, caso chegue a seu gabinete.
Medidas administrativas e atuação federal
Em memo divulgado na sexta-feira, o diretor da Casa Branca para Orçamento, Russell Vought, orientou agências como defesa, DHS, Trabalho, Saúde, Educação, Transporte, Habitação, Estado e Segurança Nacional a adotarem planos para encerramento ordenado das atividades.
O texto ressalta a intenção de resolver as preocupações levantadas pelo Congresso e de concluir as dotações para o ano fiscal de 2026. A administração expressou a expectativa de que a interrupção seja breve.
Contexto político
O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, condiciona o acordo a mudanças no comportamento das forças de segurança, incluindo uso de máscaras, câmeras corporais, código de conduta e investigações independentes em casos de violações. O objetivo é evitar patrulhas móveis que atinjam pessoas consideradas imigrantes.
As negociações sobre as alterações devem avançar nas próximas duas semanas. A perspectiva de aprovação no Senado é pública, mas a Câmara comanda uma maioria estreita e pode exigir vinculantes adicionais, como a aprovação de propostas de lei relacionadas à votação.
O impasse ocorre em meio a dúvidas sobre se o governo pode manter operações normais sem o financiamento completo. A paralisação parcial não deve interromper, de imediato, a atuação da imigração, que tem recursos para manter atividades básicas a partir de autorizações já existentes.
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