- Gregory Bovino, oficial de patrulha de fronteira recentemente rebaixado, teria feito comentários zombadores sobre a fé judaica do procurador dos EUA em Minnesota, Daniel Rosen, durante uma ligação com procuradores em janeiro, usando o termo “povo escolhido” de forma sarcástica.
- A conversa ocorreu após Bovino pedir uma reunião para pressionar o escritório do procurador a adotar uma resposta mais dura contra imigrantes que, segundo ele, atrapalhavam a atuação de agentes federais na ofensiva de imigração da era Trump.
- Rosen encaminhou a ligação a um vice e, junto com vários procuradores, Bovino reclamou que Rosen era difícil de contatar durante o Shabat.
- O Departamento de Segurança Interna (DHS), o Departamento de Justiça (DoJ) e o escritório de Rosen não comentaram, segundo reportagens do Guardian.
- Bovino, de 55 anos, tornou-se uma das figuras mais conhecidas da repressão à imigração promovida pela administração Trump, com episódios anteriores em Los Angeles, Chicago e outras cidades, incluindo a morte de Alex Pretti, que alimentaram protestos na região de Minneapolis.
Gregory Bovino, oficial da patrulha de fronteira, foi demitido de cargo elevado após recentes acusações de comportamento impróprio envolvendo um procurador dos EUA no Minnesota. Segundo reportagem do New York Times, ele fez críticas sarcásticas à fé judaica do procurador Daniel Rosen durante uma ligação com procuradores no início de janeiro. A conversa ocorreu na tentativa de pressionar a atuação do escritório do procurador na cidade.
Bovino usou o termo “povo escolhido” de forma sarcástica durante a chamada de 12 de janeiro, na qual reclamou da necessidade de Rosen atender ao telefonema no fim de semana devido ao Shabbat. A conduta gerou descontentamento entre membros da Justiça e da defesa pública, segundo relatos.
O caso envolve ainda a atuação de Bovino na política de imigração da administração Trump, marcada por confrontos em cidades sob liderança democrata. Ele se tornou figura conhecida por respostas polêmicas após a morte de Alex Pretti, enfermeiro de 37 anos, em Minneapolis, em confronto com oficiais de imigração.
Contexto e desdobramentos
Em 24 de janeiro, Pretti foi morto por agentes de fronteira em Minneapolis, durante filmagem de imigração. Bovino afirmou que Pretti pretendia “massacrar” agentes. Testemunhas indicaram que Pretti empunhava um celular, não uma arma de fogo, conforme vídeos.
Após o episódio, o governo federal passou a revisar a postura sobre o caso, reconhecendo divergências com a narrativa inicial de grupo extremista. O DHS informou que os agentes agiam em legítima defesa ao reagirem à resistência de Pretti.
Na sequência, Bovino foi afastado das funções de comando em Minneapolis. A liderança de imigração na região passou a ser conduzida por Tom Homan, chefe de fronteiras, que mencionou que melhorias poderiam ser feitas, sem detalhar pontos específicos.
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