- Keir Starmer visita Beijin buscando abrir um amanhecer nas relações com a China após o que chamou de “ice age” diplomático, incluindo reunião de mais de três horas com o presidente Xi Jinping.
- A China, por meio de medidas recentes, levantou sanções de seis parlamentares britânicos, conforme apontado pela comitiva britânica.
- Foram assinados dez acordos entre os dois países, considerados importantes para o caminho futuro das relações bilaterais.
- Entre os ganhos divulgados estão isenção de visto para determinadas viagens, redução de tarifas sobre uísque e investimentos de empresas britânicas na China.
- A viagem é apresentada como o começo de uma relação mais sofisticada, ainda que dependente de fatores internos e da receptividade de Pequim para além de acordos formais.
Beijing – Keir Starmer está em missão diplomática na China com o objetivo de iniciar o descongelamento das relações, após anos de atrito entre Londres e Pequim. A visita ocorre em meio a sanções e acusações de espionagem atribuídas à China contra parlamentares britânicos.
O primeiro-ministro britânico encontra-se com autoridades chinesas, participou de cerimônias, recebeu banquete oficial e manteve mais de três horas de conversas com o presidente Xi Jinping. A agenda incluiu avanços em cooperação econômica e segurança, sem anúncio de mudanças políticas.
Antes do giro, o governo do Reino Unido sinalizou desejo de ampliar laços comerciais, ao mesmo tempo em que levantou questões sobre direitos humanos. Pequim autorizou visitas e mostrou disposição de discutir temas sensíveis.
Contexto da viagem
A visita ocorre após anos de o que o premiê britânico classificou como “era de gelo” nas relações com a China. A atuação burocrática na China é ressaltada por analistas como entrave a negócios, mesmo diante de ganhos potenciais para empresas britânicas.
Durante a viagem, Pequim decidiu suspender sanções aplicadas a seis parlamentares britânicos, movimento visto como facilitação para diálogos. Além disso, houve acordos que prometem facilitar a entrada de empresas britânicas no mercado chinês.
Avanços econômicos e próximos passos
Foram assinados ao menos 10 acordos entre os dois países, descritos pela comitiva britânica como relevantes para o longo prazo, mesmo que dependam de validação institucional em cada lado. Oficiais ressaltam que o êxito depende de um engajamento contínuo.
Entre as medidas destacadas estão a isenção de visto para certos casos, reduções de tarifas sobre uísque e investimentos britânicos na China. A comissão britânica afirma que o conjunto de acordos terá impacto gradual.
Starmer retorna a Londres no próximo fim de semana para dar continuidade aos compromissos internos, mantendo a linha de que a relação com a China deverá evoluir de forma mais sofisticada e estável. A avaliação interna aponta melhorias, ainda sem conclusões.
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