- Laura Fernández, candidata de direita, lidera as pesquisas para a presidência da Costa Rica com prome ssas de linha dura contra o crime.
- Quase 3,7 milhões de eleitores são convocados para votar neste domingo; a eleição também define 57 deputados da Câmara.
- A candidata busca vencer no primeiro turno, com meta de 40% e amplas chances de obter maioria no Congresso para reformas constitucionais.
- Caso ninguém obtenha 40%, há possibilidade de segundo turno, marcado para 5 de abril; pesquisa da Universidade da Costa Rica aponta 26% de indecisos.
- Adversários associam Fernández a políticas inspiradas em Nayib Bukele; ela nega planos de instaurar autoritarismo.
A Costa Rica realiza neste domingo a definição do novo presidente entre 1º turno e possível segundo turno. A favorita é Laura Fernández, candidata de direita, que foca em lei e segurança para consolidar apoio político. A eleição também decide 57 assentos da Câmara.
Fernández, cientista política de 39 anos e herdeira política do presidente Rodrigo Chaves, lidera as pesquisas ao cobrar combate firme ao crime. Ela votou em Cartago, dizendo buscar vitória no primeiro turno, que exige 40% de apoio.
Os adversários divergem sobre o impacto de sua agenda, com críticas à possível concentração de poder. Analistas alertam para tensões entre segurança pública e estabilidade democrática, sobretudo com reformas constitucionais pretendidas.
O cenário eleitoral e o que está em jogo
Quase 3,7 milhões de eleitores devem votar hoje, em uma Costa Rica reconhecida por estabilidade social, mas com expansão do narcotráfico. A votação ocorre das 6h às 18h, com resultados oficiais esperados por volta das 21h.
A oposição reúne 20 candidatos, incluindo o ex-primeiro-dama Claudia Dobles, que questiona o pacote de Fernández e o eventual alinhamento com Chaves. Pesquisas indicam indecisos significativos no eleitorado.
Entre as propostas, destaca-se a construção de uma penitenciária de alto impacto e o endurecimento de penas, inspirados em modelos da região. Em contrapeso, setores pedem reformas graduais sem rupturas constitucionais.
O panorama econômico, com queda da pobreza relatada, contrasta com alta desigualdade e custo de vida elevado. O debate também envolve avaliações sobre políticas sociais, saúde e bem-estar.
A expectativa é de que o resultado definitivo traga definidas as intenções de voto e eventuais cenários para o Congresso, com o objetivo de entender o caminho institucional no próximo mandato.
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