- Lula e Trump devem se encontrar em março, em Washington, para tratar de temas bilaterais e da América Latina.
- As pautas principais são: combate ao crime organizado; continuidade das negociações sobre produtos brasileiros afetados pelo tarifaço; e a situação na região.
- A ideia é que representantes de ministérios integrem a comitiva para a reunião.
- No combate ao crime organizado, Lula propôs fortalecer cooperação, incluindo repressão à lavagem de dinheiro, tráfico de armas, congelamento de ativos e troca de dados.
- A Venezuela e a captura de Nicolás Maduro pelos EUA foram mencionadas como tema relevante para a região e para as eleições de dois mil e vinte e seis.
Em março, o encontro presencial entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump deve ocorrer em Washington. A pauta envolve interesses bilaterais e a relação com a América Latina, segundo fontes da diplomacia brasileira.
Os dois líderes conversaram por quase uma hora por telefone na última semana. A conversa apontou para terças das tarifas aplicadas a produtos brasileiros e para a continuidade de negociações comerciais.
A comitiva brasileira prevista para a reunião inclui integrantes dos Ministérios das Relações Exteriores, Justiça e Segurança Pública, Fazenda, Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, além da Polícia Federal. A visita ainda não tem data definida.
Combate ao crime organizado
Lula reforçou, na ligação, a proposta de fortalecer a cooperação com os EUA no combate ao crime organizado. O governo pretende ampliar ações contra lavagem de dinheiro, tráfico de armas, congelamento de ativos e intercâmbio de dados financeiros.
A interlocução mantém o objetivo de criar uma parceria estratégica com foco na segurança pública, especialmente em um cenário de eleições em 2026. A defesa de uma atuação conjunta foi recebida de forma favorável por Trump.
América Latina e Venezuela
A conversa também tratará da situação na América Latina, tema recorrente em encontros bilaterais. A Venezuela ganhou relevância após a captura de Nicolás Maduro por forças norte‑americanas.
A operação venezuelana, ocorrida em janeiro, levou Maduro e a esposa a um navio militar, depois aos EUA, onde enfrentam acusações. Delcy Rodríguez assumiu a liderança do país, gerando repercussão internacional.
Lula já criticou a ação militar dos EUA na Venezuela, defendendo a pacificação regional. A nova reunião entre Lula e Trump visa promover estabilidade regional e reforçar os laços entre Brasil e EUA.
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