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Usuários dos EUA reconsideram o TikTok por privacidade e censura

Usuários dos EUA reduzem uso do TikTok após acordo com entidade norte-americana e alterações de termos, citando privacidade e censura

The TikTok app on a phone.
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  • Usuários dos Estados Unidos passaram a repensar o uso do TikTok após a criação de uma entidade sediada nos EUA e alterações nos termos de uso, com foco em privacidade e censura.
  • Novo acordo criou a TikTok USDS Joint Venture, com participação majoritária de empresas americanas (Oracle, Silver Lake e MGX) e ByteDance mantendo 19,9%.
  • Mudanças nos termos passaram a detalhar coleta de dados, incluindo dados de localização precisos, além de já existirem menções a origem racial/étnica, vida sexual e status de cidadania.
  • Dados de sensores indicam queda no uso: média diária de usuários dos EUA que deletam o app subiu 195% entre 22 e 28 de janeiro, em relação aos 90 dias anteriores.
  • Casos de censura e preocupações com conteúdos críticos a agências federais levaram a investigações na Califórnia e a remoções de vídeos, com a empresa atribuindo falhas técnicas a uma queda de energia em data center dos EUA.

A indústria de tecnologia acompanha de perto as mudanças envolvendo o TikTok nos Estados Unidos. A plataforma, controlada pela empresa chinesa ByteDance, firmou recentemente um acordo para criar uma entidade baseada no país, a TikTok USDS Joint Venture, e atualizou seus termos de uso. A operação visa contornar a ameaça de banimento no território, com participação majoritária de investidores norte-americanos.

A notícia tem provocado reflexões entre usuários e criadores sobre privacidade, censura e confiabilidade. Muitos compartilharam que o aplicativo ajudou a impulsionar carreiras, porém afirmam que a nova estrutura de propriedade e as condições atualizadas motivam a saída de parte da comunidade norte-americana. Além das mudanças de contrato, relatos apontam instabilidade técnica em momentos de pico.

Mudanças e reações

Dados de um banco de informação de mercado indicam queda no uso entre usuários dos EUA, com aumento de quem desinstala o app após a transição. Entre as preocupações, há menção a coleta de dados sensíveis, como origem étnica, vida sexual e informações financeiras. Também houve atenção a dados de localização precisos, disponíveis a menos que o usuário opte por não compartilhar.

Alguns criadores relataram dificuldades para publicar conteúdos críticos a órgãos federais após o acordo. Em paralelo, autoridades estaduais investigam possíveis casos de censura de conteúdo político. A empresa informou que falhas técnicas, atribuídas a queda de energia em um data center, impactaram temporariamente a experiência de usuários.

Pessoas próximas ao ecossistema destacam que a plataforma ainda é vista como instrumento importante para alcance de público, mas que a dependência de um único canal pode representar risco. Pelas conversas, muitos aprendem a diversificar presença online para reduzir impactos de mudanças algoritmos ou de gestão.

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