- A Câmara dos Deputados faz nesta terça-feira uma votação processual de um projeto de financiamento do governo para encerrar o shutdown parcial.
- O líder republicano, o presidente da Câmara Mike Johnson, precisa de apoio quase unânime entre os republicanos; pode perder apenas um voto com a presença total.
- A medida autoriza o funcionamento da maior parte do governo até 30 de setembro e do Departamento de Segurança Interna por duas semanas, enquanto se negocia mudanças para o ICE (U.S. Immigration and Customs Enforcement).
- O ex-presidente Donald Trump pediu que não haja mudanças no momento, afirmando pelas redes sociais que todos votem sim.
- Alguns republicanos resistem a incluir a lei SAVE, sobre comprovação de cidadania para voto; democratas devem votar favoravelmente apenas na medida final, não no processo inicial.
O presidente da Câmara, Mike Johnson, precisará de apoio quase unânime de seus colegas republicanos para avançar com a votação processual de um projeto de lei que encerra parcialmente o shutdown. A medida visa manter a maior parte do governo funcionando até 30 de setembro e a proteção do Departamento de Segurança Interna por duas semanas, enquanto se discutem mudanças para a política de imigração.
O esforço ocorre numa sessão marcada por tensões internas e pela defesa de prioridades de diversos legisladores que ameaçam atrapalhar o andamento. Os aliados de Johnson atuam para reunir votos necessários, diante de vozes que prometem resistência caso suas pautas não sejam atendidas.
Trump endossou publicamente a iniciativa, afirmando que não haverá mudanças no momento, e incentivando o apoio ao texto. Na prática, o governo depende de uma aprovação na Câmara para que o Senado já tenha aprovado a proposta.
Contexto e desdobramentos
A Câmara aprovou o texto no Senado na semana anterior, e Trump afirma que assinará assim que o projeto chegar à Casa. Diferentes alas democratas devem votar a favor da versão final, mas não apoiam a etapa processual que define os termos de debate na Câmara.
O líder democrata, Hakeem Jeffries, informou que os democratas não vão ajudar a sair da armadilha processual, mesmo com o Senado envolvido na negociação. A votação de instruções envolve questões polêmicas, como resoluções sobre o confronto entre ex-presidentes e investigações em curso.
O caminho para a continuação do governo difere do impasse do outono, que durou 43 dias e afetou mais órgãos. Naquele episódio, houve resistência democrata a incluir subsídios temporários do período da COVID-19 no pacote para encerrar o shutdown.
Entre os pontos em jogo, estão os orçamentos de 12 propostas anuais que financiam agências federais. O avanço parcial já libera recursos para programas essenciais, como alimentação e parques nacionais, até setembro.
Alguns republicanos defendem incluir no pacote a exigência de comprovação de cidadania para votar, conhecida como SAVE Act. A deputada Anna Paulina Luna sinalizou resistência, mas depois mencionou conversas com Trump sobre um caminho para avançar no Senado.
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