- Motion City Soundtrack, de Minneapolis, passa a atuar publicamente contra ações do ICE diante da operação Metro Surge que atua na região metropolitana.
- Membros da banda descrevem atividades como filmagens de supostos abusos de agentes e apoio a protestos locais, com a comunidade se reorganizando em resposta.
- Relatos incluem presença de agentes do ICE em locais próximos a escolas, com crianças vendo veículos com armas, o que intensifica o temor na cidade.
- A resposta da comunidade é de solidariedade e ação compartilhada, com menos hierarquia e mais apoio entre moradores de diferentes origens.
- A banda segue em turnê desde 23 de janeiro, buscando oferecer refúgio artístico e propostas de protesto, como shows beneficentes ou doações para famílias imigrantes no Minnesota.
Motion City Soundtrack se posiciona contra ações do ICE em Minneapolis
A banda de Minneapolis, Minnesota, está reagindo de forma pública às operações do ICE na região, que incluem abordagens controversas e detenções de imigrantes, com registros de atividades nas ruas e apoio a manifestações locais. O grupo tem histórico de canções de cunho social, mas pouco havia se envolvido explicitamente em política.
Guitarrista Joshua Cain e vocalista Justin Pierre passaram a acompanhar de perto os eventos e a registrar o que acontece em ruas e espaços públicos, ampliando a atuação para além dos palcos. Eles têm usado as redes para compartilhar imagens de agressoes e detenções associadas às ações da agência.
Pierre relatou episódios próximos de sua região, incluindo a presença de agentes do ICE em locais sensíveis, como uma escola primária, onde houve observação de armas desembarcando dos veículos. Segundo ele, crianças ficaram assustadas ao ver a situação pela janela.
Cain descreveu a percepção de normalização de abusos e citou casos de confrontos entre agentes e cidadãos, além de relatos de veículos com portas arrancadas e vidros quebrados em áreas residenciais. O músico também mencionou uma ocorrência de agressão contra um manifestante anti-ICE em um posto de gasolina, próximo de sua região.
Contexto local e resposta comunitária
Pierre afirmou que a comunidade vem se fortalecendo, com participação de pessoas de diferentes origens que oferecem apoio mútuo. Ele disse que o movimento se organiza de forma descentralizada, sem liderança formal, para apoiar quem precisa.
Cain destacou que, após o assassinato de Renee Good, a sensação de vulnerabilidade se intensificou e o grupo percebeu a necessidade de ação coletiva para evitar o que descreve como presença de forças ocupantes na cidade. Ele ressaltou a urgência de proteger a comunidade.
Turnê e impactos na mobilização
A dupla segue em turnê, iniciada em 23 de janeiro e com shows programados até meados de fevereiro, o que limita a presença contínua na cidade. Pierre disse trabalhar para receber material de testemunhos para postar durante as apresentações.
Caín afirmou que a turnê gera uma dupla sensação de ansiedade e urgência, visto o contexto local. Ele mencionou que a experiência de ver desfechos traumáticos na comunicação entre autoridades e moradores é particularmente marcante durante o trajeto.
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