- O presidente da CAE do Senado, Renan Calheiros, acusou Centrão e dirigentes da Câmara de pressionarem o TCU a não fiscalizar a liquidação do Banco Master pelo Banco Central.
- Calheiros afirmou que houve pressão sobre o TCU e disse que isso levou à exposição do tribunal, em entrevista à CNN Brasil, em 4 de outubro.
- A CAE abriu um grupo de trabalho para investigar o caso Master e pediu ao Ministério Público junto ao TCU cópias de procedimentos alvo de suposta chantagem para abrir o caso, segundo o senador.
- O grupo de trabalho será permanente, com relatório final ao fim da investigação e possíveis relatórios preliminares ao longo do processo.
- Calheiros disse que pretende se reunir com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pediu que o STF retire sigilo de investigações, defendendo maior transparência sobre o caso.
O presidente da CAE do Senado, Renan Calheiros, afirmou que o Centrão e dirigentes da Câmara pressionaram o TCU a não fiscalizar a liquidação do Banco Master pelo BC. A declaração foi dada em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira (4). Segundo ele, houve uma pressão que expôs o Tribunal de Contas.
Calheiros revelou que a CAE, ao abrir um grupo de trabalho para analisar o caso, solicitou ao MPTCU cópias de procedimentos que teriam sido usados para pressionar um ministro do TCU a abrir apuração, citando o relator Jhonatan de Jesus. O grupo de trabalho será permanente, com relatório final ao final dos trabalhos.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, reuniu líderes para estabelecer a ordem cronológica na análise dos requerimentos da CPI do Banco Master, adiando-a para o fim da fila, que já conta 15 pedidos. Calheiros disse que o grupo terá atuação contínua para acompanhar o tema.
Grupo de Trabalho e investigação
O parlamentar afirmou que o grupo de trabalho manterá atuação contínua e poderá apresentar relatórios preliminares conforme necessário. A expectativa é que o relatório final detalhe as conclusões da apuração sobre as acusações envolvendo o caso Master.
Calheiros reforçou que o Banco Central é o principal interessado na investigação e mencionou a realização de uma reunião prevista com o presidente do BC, Gabriel Galípolo. A ideia é alinhar a continuidade dos trabalhos do grupo de forma permanente.
Sigilo e transparência
O senador pediu ao ministro do STF Dias Toffoli que retire o sigilo de investigações, não apenas dos vídeos de depoimentos. Ele ressaltou que a transparência é essencial para a compreensão pública sobre o que é considerado pela sociedade como uma possível fraude no sistema financeiro.
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