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Caminhada da Liberdade une luta pelo Senado e reivindicações da direita

Versão sulista da Caminhada da Liberdade amplia pauta da direita, exige liberdades econômicas e pressiona por maioria conservadora no Senado

Após cinco dias de caminhada pelo estado gaúcho, deputado do PL assume movimento em Santa Catarina. (Foto: Paulo Brinhosa/Gabinete do deputado Sargento Lima)
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  • Caminhada da Liberdade, liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira, percorre mais de 250 quilômetros de interior de Minas Gerais até Brasília, incluindo nova versão no sul do país com pautas da direita.
  • No sul, o movimento envolve o grupo “Acorda, Brasil” e já oferece a chegada a Porto Alegre; Capitão Martim (Republicanos-RS) iniciou a atuação gaúcha, com quase 200 quilômetros percorridos em cinco dias até Santa Catarina.
  • Em Santa Catarina, a caminhada de Joinville a divisa com o Paraná tem cerca de 90 quilômetros, com o foco em liberdade econômica e redução da carga tributária, além da defesa dos condenados do 8 de janeiro.
  • O Paraná continua a mobilização até o Sudeste, com planos de chegar a São Paulo até o dia 22 de fevereiro; Cristina Graeml (União Brasil-PR) e Tito Barichello (União Brasil-PR) participam.
  • O objetivo é ampliar o movimento nacionalmente, promovendo atos em apoio a pautas da direita e àqueles que defendem maior liberdade de expressão e de atuação política.

A caminhada organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ganhou novas dimensões no Sul do país, mantendo o objetivo de ampliar a presença da direita em 2026. O trajeto original, de mais de 250 quilômetros entre o interior de Minas Gerais e Brasília, foi replicado com foco em pautas de segurança pública, liberdade econômica e eleição de um Senado conservador.

Liderada por Ferreira, a mobilização busca justamente ampliar a força política em estados onde o Senado pode mudar de composição. No movimento, há também a defesa de derrubar o veto presidencial sobre o PL da Dosimetria, que beneficia condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Expansão para o Sul

A versão sulista do movimento, denominada Acorda Brasil, saiu do Monumento ao Laçador, em Porto Alegre, com adesão de vereadores de Porto Alegre. A mobilização percorreu quase 200 quilômetros em cinco dias até a divisa com Santa Catarina, onde a organização passou a ficar sob responsabilidade do deputado Sargento Lima (PL-SC).

Segundo Lima, a ideia é aproximar o tema de problemas regionais para cobrar vereadores, prefeitos e Judiciário local. A presença de lideranças locais sinaliza a intensificação da atuação da direita em estados com agendas próprias.

Santa Catarina: foco na liberdade econômica

Em Santa Catarina, a caminhada ocorre neste fim de semana, com percurso de cerca de 90 quilômetros entre Joinville e a divisa com o Paraná. O trajeto foi ajustado por questões de segurança viária, já que a BR-101 registra intenso tráfego. A saída ocorre de Joinville, passando por São Francisco do Sul, Garuva e Itapoá.

Liderança catarinense, o Sargento Lima frisou a defesa da liberdade econômica estadual e a redução de tributos. A meta é ampliar o debate sobre como políticas públicas afetam o equilíbrio fiscal e o crescimento regional.

Paranaense e expansão para o Sudeste

No Paraná, integrantes do União Brasil liderarão a caminhada durante o Carnaval, com planos de estender o movimento ao estado de São Paulo até 22 de fevereiro. A entrega das bandeiras entre Santa Catarina e Paraná simboliza a continuidade para o Sudeste, onde deve ocorrer novo ato em São Paulo.

Tito Barichello (União Brasil-PR) acompanhará a passagem das bandeiras até o litoral, com a participação de Cristina Graeml (União Brasil-PR), pré-candidata ao Senado. Graeml destacou a importância de manter o movimento como expressão de consciência política para questões econômicas e de liberdade de expressão.

Roteiro para o Sudeste

No Paraná, a caminhada começa no balneário Coroados e segue até Paranaguá, com trajeto alternado pela Serra do Mar por vias não pedestres, para evitar riscos pela altíssima circulação na região litorânea. Em seguida, o grupo chega a Morretes e, após a Quarta-feira de Cinzas, retoma a marcha em direção ao estado de São Paulo.

A etapa paulista prevê continuidade da mobilização após o Carnaval, com foco em ações públicas na avenida Paulista e em outras regiões estratégicas. A coordenação acredita que a passagem pelo Sudeste pode ampliar a capilaridade do movimento Acorda Brasil.

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