- A autoridade sênior de bem-estar do governo foi acusada de manter uma “cultura de complacência” que levou a dívidas de milhares de libras de cuidadores que não receberam pagamentos.
- A presidente da comissão de trabalho e pensões, Debbie Abrahams, disse que o DWP repetidamente não priorizou os vulneráveis e demorou a corrigir falhas.
- Uma investigação do Guardian mostrou que centenas de milhares de cuidadores ficaram com cobranças por pagamentos em excesso, com dívidas significativas e algumas pessoas condenadas por fraude.
- Abrahams questionou a confiança no secretário permanente, Sir Peter Schofield, que prometeu corrigir as falhas do benefício de cuidador há mais de seis anos.
- Ela citou divergências com uma avaliação independente de Liz Sayce e pediu ações concretas para mudar a cultura do DWP e evitar que falhas se repitam.
O presidente do comitê de Trabalho e Pensões acusa o Departamento de Trabalho e Pensões (DWP) de manter uma “cultura de complacência” que resultou em milhares de cuidadores não remunerados acumulando dívidas com o benefício. A denúncia envolve a gestão de políticas de carência de pagamento e supervisão da pasta.
Segundo Debbie Abrahams, o DWP falhou repetidamente em priorizar os mais vulneráveis, ensinou mal as práticas internas e demorou a corrigir falhas. As críticas recaem sobre o secretário permanente, Sir Peter Schofield, que prometeu soluções há mais de seis anos.
Investigações da imprensa revelaram milhares de cuidadores em situação de pobreza enfrentando dívidas significativas por pagamentos em atraso, com centenas de casos de condenações por fraude atribuídas a falhas do sistema. O governo reconhece o problema, mas a solução permanece contestada.
O comitê publicou uma carta à autoridade, reiterando ceticismo quanto aos compromissos recentes de corrigir as falhas. Abrahams destacou que uma revisão independente identificou falhas de liderança e falhas de design de benefício, ligando-as a erros sistêmicos.
Contexto e consequências
A responsável pela área, Liz Sayce, apontou necessidade de mudança de gestão e cultura para reconquistar a confiança pública. A análise interna associou as falhas a uma combinação de orientações inadequadas, liderança fraca e falhas de implementação.
O tema já mobilizou questionamentos de parlamentares sobre o comportamento de altos funcionários. O DWP foi solicitado a apresentar evidências das ações que serão adotadas para corrigir atitudes e garantir que as mudanças sejam efetivas.
A divulgação das informações ocorreu após reportagens que mostraram tensões entre departamentos e avaliações divergentes sobre a origem das dívidas e das falhas de gestão. A pasta ainda não comentou oficialmente o conteúdo das descobertas.
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