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Conselheiro do TCE-RJ é condenado a 13 anos por lavagem de dinheiro

Conselheiro do TCE-RJ é condenado a treze anos por lavagem de dinheiro; ex-esposa também é condenada, em caso relacionado a propina em contratos públicos

Sede do TCE-RJ
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  • O Superior Tribunal de Justiça condenou o conselheiro José Gomes Graciosa, do TCE-RJ, a treze anos de prisão por lavagem de dinheiro e à perda do cargo público.
  • A condenação foi aprovada com sete votos a quatro.
  • A ex-esposa dele, Flávia Lopes Seguro, recebeu três anos e oito meses em regime inicial aberto e quarenta dias-multa.
  • Segundo o Ministério Público Federal, o esquema durou dezessete anos e envolvia envio de valores ao exterior; o casal mantinha um milhão de francos suíços em contas na Suíça não declaradas.
  • A apuração começou em dois mil e dezesseis, após o Vaticano informar sobre uma doação suspeita de quase US$ um milhão à Cáritas, feita por uma empresa das Bahamas ligada ao conselheiro; há outra ação em curso envolvendo Graciosa e outros conselheiros por corrupção e organização criminosa.

O STJ condenou o conselheiro José Gomes Graciosa, do TCE-RJ, a 13 anos de prisão por lavagem de dinheiro. A decisão foi tomada por maioria de votos, 7 a 4, e o magistrado perdeu o cargo público. A ex-esposa do conselheiro, Flávia Lopes Seguro, recebeu 3 anos e 8 meses de reclusão em regime aberto inicial, mais 40 dias-multa.

A acusação aponta um esquema de propina que durou 17 anos, envolvendo cobrança de vantagens indevidas a integrantes do TCE por meio de contratos públicos. Os valores obtidos ilicitamente teriam sido enviados ao exterior, conforme a denúncia.

Segundo o Ministério Público Federal, o casal mantinha cerca de um milhão de francos suíços em contas na Suíça, dinheiro não declarado às autoridades brasileiras. A investigação teve início em 2016, quando o Vaticano informou sobre uma doação suspeita de quase US$ 1 milhão à Cáritas, feita por uma empresa das Bahamas ligada ao conselheiro.

Condenação e penas

Além da condenação, a decisão abre caminho para a perda do cargo público do conselheiro. A pena de prisão está sujeita a recursos, conforme normas processuais aplicáveis.

Desdobramentos e investigações

Há outra ação em curso envolvendo Graciosa. Segundo o MPF, outros conselheiros do TCE-RJ, bem como empresários, respondem por corrupção e organização criminosa, em processos que tramitam na Justiça. A Procuradoria afirma que novas informações podem surgir à medida que as investigações avancem.

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