- A divulgação de milhões de arquivos ligados ao caso Epstein envolve políticos de vários países, incluindo o presidente dos EUA, Donald Trump, o ex-presidente Bill Clinton e a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, com menções a outras personalidades sem acusações formais.
- Na Europa, o risco político aumenta: no Reino Unido, Peter Mandelson aparece em ligações com Epstein; há pressão sobre o premiê Keir Starmer e dúvidas sobre a monarquia, com imagens do ex-príncipe Andrew também ganhando atenção.
- A monarquia norueguesa enfrenta crise: a princesa herdeira Mette-Marit é questionada por manter contato com Epstein; aprovação da monarquia é afetada e o Parlamento discutiu o modelo de governo, mas optou pela manutenção da monarquia.
- Na Eslováquia, o ex-ministro Miroslav Lajčák renunciou ao cargo de conselheiro de segurança nacional após mensagens com Epstein; o presidente e o primeiro-ministro também foram mencionados, mas negam relação direta.
- Nos EUA, as eleições de meio de mandato acontecem em meio ao caso Epstein, com democratas explorando ligações à administração Trump e republicanos destacando possíveis vínculos de Bill Clinton; especialistas divergem sobre o impacto eleitoral imediato.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou milhões de arquivos ligados ao caso Epstein, atingindo políticos de várias regiões. Documentos incluem e-mails, convites e conversas íntimas envolvendo figuras de governos, diplomatas, parlamentares e membros de casas reais.
Nos EUA, o material cita nomes conhecidos como Donald Trump, Bill Clinton e Hillary Clinton. Trump aparece em fotos e mensagens de décadas passadas; ele nega envolvimento e diz ter rompido relações com Epstein antes da prisão. Clinton reconhece viagens a bordo de aeronaves do financista, negando irregularidades.
Hillary Clinton sustenta que não manteve relação relevante com Epstein. Ambos devem depor no Congresso em investigações legislativas relacionadas ao caso. Entre outras menções, aparecem Howard Lutnick, Elon Musk, Bill Gates, Larry Summers e Steve Bannon. Ninguém foi formalmente acusado.
Ampliação europeia
Na Europa, o escândalo posiciona Mandelson no centro das atenções. O ex-ministro britânico recebe dinheiro e troca de mensagens com Epstein, o que alimenta investigações da polícia britânica e da União Europeia. O governo de Keir Starmer é pressionado a explicar as nomeações do ex-ministro.
A monarquia britânica também é atingida, com novas fotos envolvendo o ex-príncipe Andrew. Questionamentos sobre a proximidade dele com Epstein voltam a ganhar espaço na imprensa e entre parlamentares. O tema impacta ainda a popularidade do governo.
Repercussões na Noruega e na Eslováquia
Na Noruega, a princesa herdeira Mette-Marit aparece em contatos com Epstein e chegou a se hospedar em propriedades do financista. Países vizinhos discutem o futuro da monarquia, mas a votação parlamentar preservou o modelo atual.
Na Eslováquia, o ex-ministro Miroslav Lajčák renunciou ao cargo de conselheiro de segurança nacional após mensagens com Epstein (2018-2019). O presidente Peter Pellegrini e o premier Robert Fico negaram relação direta com o financista. Outros nomes aparecem, sem confirmação de envolvimento.
Cenário político dos EUA
As eleições de meio de mandato nos EUA ganham contornos com a divulgação. Democratas tentam associar Trump aos arquivos, enquanto republicanos ressaltam ligações com Clinton. Pesquisas apontam vantagem potencial para democratas, mas o efeito tende a variar por distritos.
Especialistas analisam impactos limitados, apontando que as eleições de meio de mandato costumam desfavorecer o partido no governo. A divulgação de milhões de documentos pode ampliar debates, porém o efeito tende a depender de casos locais e narrativas eleitorais.
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