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Lula sofre queda de apoio e enfrenta dificuldades para montar palanques no Sudeste

Queda de aprovação de Lula no Sudeste complica a montagem de palanques em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, pressionando o PT a buscar alianças

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta convencer o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a concorrer ao governo de São Paulo (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)
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  • Lula perdeu força no Sudeste, região com quase metade do eleitorado, e tenta articular palanques competitivos em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
  • Pesquisa Genial/Quaest de janeiro aponta gestão com 40% de aprovação e 56% de desaprovação no Sudeste, saldo de -16 pontos percentuais.
  • Em São Paulo, Lula prioriza o estado; Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro aparecem na dianteira em cenários simulados, e há apoio previsto de Ricardo Nunes.
  • Em Minas Gerais, a indefinição é maior, com nomes como Alexandre Kalil e Tadeu Leite na roda; Pacheco ainda é objeto de impasse para governo e STF, com outras possibilidades consideradas.
  • No Rio de Janeiro, a aliança com o prefeito Eduardo Paes é vista com cautela, diante de desaprovação local e da hipótese de disputa indireta para o governo, possivelmente redesenhando alianças eleitorais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta queda de aprovação no Sudeste, região que concentra quase metade do eleitorado do país. Em resposta, ele tem atuado pessoalmente para estruturar palanques competitivos em Estados-chave como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Pesquisas recentes indicam crescimento da reprovação ao governo na região, pressionando o PT a fechar alianças para evitar perdas nos maiores colégios eleitorais. Levantamento Genial/Quaest, divulgado em janeiro, aponta piora acentuada desde o mês anterior.

A pesquisa, realizada presencialmente entre 8 e 11 de janeiro com 2.004 entrevistados, mostra saldo negativo entre aprovação e desaprovação no Sudeste subindo de 8 para 16 pontos percentuais. A taxa de aprovação é de 40%, a de rejeição, 56%.

Desempenho e cenários no Sudeste

Na simulação de primeiro turno, candidatos de direita aparecem à frente do petista na região. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) lideram, enquanto o governador de São Paulo sinaliza recandidatura. Tarcísio já indicou apoio à pré-candidatura do filho de Jair Bolsonaro.

São Paulo é prioridade do governo federal para consolidar palanque, visto como crucial por concentrar 22% do eleitorado. Além de Tarcísio, há expectativa de apoio de Flávio Bolsonaro por parte do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).

Lula tem pressionado para que Fernando Haddad dispute o governo paulista, mesmo com resistência do ministro da Fazenda. Haddad foi derrotado por Tarcísio em 2022 e pode deixar o cargo em fevereiro para dedicar-se à campanha.

Possíveis mudanças na composição da chapa

Caso haja impasse, o governo analisa outras possibilidades internas. O vice-presidente Geraldo Alckmin é considerado como alternativa, embora já tenha sinalizado foco na chapa presidencial. Tebet negocia domicílio eleitoral para São Paulo, com possível mudança de partido.

A ministra Simone Tebet avalia transferir o domicílio eleitoral para São Paulo. Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, manifestou disposição para integrar a chapa, viabilizando alianças para o Senado.

Minas Gerais e o impasse regional

Em Minas Gerais, a indefinição é maior. Durante 2025, Lula apoiou a candidatura de Rodrigo Pacheco, mas o projeto esfriou. Opcões incluem Alexandre Kalil (PDT) e Tadeu Leite (MDB), com possivelmente Kalil ao Senado ao lado de Marília Campos (PT).

O PT discute uma chapa que reúna Kalil e Marília Campos para o Senado. Edinho Silva visitou Belo Horizonte para avaliar espaço para reconstruir alianças. A preferência por Pacheco permanece, mas envolve disputas internas e de outros partidos.

Pacheco, apontado como favorito para o governo, pode deixar o PSD por insatisfação com a linha do partido no Estado. A filiação recente de Mateus Simões (vice do governador Zema) complica o cenário mineiro.

Rio de Janeiro e a situação local

No Rio, a aliança entre Lula e o prefeito Eduardo Paes (PSD) é vista como possível, porém com cautela. Gestos à direita e críticas internas ao governo federal reduziram a força da parceria ao longo de 2025.

Paes e Lula se reuniram em Brasília para tentar reforçar o diálogo, mas a desaprovação no estado pode restringir a participação de Paes na campanha nacional. A eleição indireta na Assembleia pode redefinir alianças em 2026.

Com a possível saída do governador Cláudio Castro (PL) para o Senado, o Rio pode enfrentar um mandato tampão, abrindo espaço para estratégias diferentes. O vice renunciou ao cargo, o que aumenta a importância de alianças locais.

Rejeição e estratégia eleitoral

Para petistas, vencer no Nordeste não basta; é essencial reduzir a derrota no Sudeste. Analistas destacam que a rejeição pode influenciar a montagem de palanques estaduais e o desenho das campanhas.

Especialistas ressaltam que a rejeição tornou-se elemento central na decisão de voto, especialmente em cenários polarizados com alta desaprovação. O desafio é reduzir a abstenção entre eleitores indecisos sem perder bases já definidas.

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