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Polônia investiga relação de Epstein com Moscou, possível espião russo

Polônia investiga possível elo entre Epstein e Moscou após documentos sugerirem cooperação com serviços russos e impactos políticos

EUA divulgam novos detalhes dos arquivos que envolvem o falecido financista Jeffrey Epstein
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  • O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, informou que o país vai investigar a possível relação entre Jeffrey Epstein e a Rússia, após a divulgação de arquivos que apontam vínculo com a inteligência russa.
  • Uma equipe foi criada para apurar possíveis repercussões dos crimes de Epstein na Polônia e o eventual envolvimento dos serviços secretos russos.
  • Documentos do Departamento de Justiça dos EUA indicam que Epstein pode ter atuado como espião a serviço de Moscou, com referências a Putin em milhares de documentos.
  • Há registros de encontros e contatos entre Epstein e Putin, além de mensagens sobre ajudar a Rússia a reinventar o sistema financeiro.
  • Também há menções a uso de kompromat e a estratégias para chantagem envolvendo acompanhantes russas, bem como e-mails sobre ligações com o Serviço Federal de Segurança (FSB) e outras figuras russas.

O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, anunciou que o país vai investigar uma possível relação entre Jeffrey Epstein e a Rússia, após a divulgação de arquivos que sugerem vínculos com a inteligência russa. A medida foi anunciada em reunião do governo.

Segundo Tusk, será formada uma equipe para apurar eventuais repercussões dos crimes de Epstein na Polônia, com foco em possível envolvimento de serviços secretos russos. A fala ocorreu à imprensa após o novo lote de documentos.

Desde a divulgação dos arquivos pelo Departamento de Justiça dos EUA, crescem as suspeitas de que Epstein atuou como espião a serviço de Moscou. Mais de mil documentos mencionam Putin e referências à Rússia.

Os materiais revelam que Epstein pode ter se encontrado com Putin em viagem à Rússia, mesmo após condenação de 2008. Um e-mail de 11 de setembro de 2011 cita um possível encontro.

Outro registro, de 2013, mostra Epstein propondo ajudar Putin e a Rússia a reinventar o sistema financeiro, em mensagem ao secretário-geral do Conselho da Europa, Thorbjorn Jagland. Em 2014, há menção a novo encontro.

Há ainda referências a jovens russas associadas a Epstein, descritas em tom de oferta de acompanhantes, segundo algumas comunicações. Analistas veem indícios de operações típicas de kompromat.

Em 2010, Epstein ofereceu ajuda para obter visto russo em mensagem a um contato próximo a Putin, sugerindo ter um amigo influente. A obtenção de documentos é citada como objetivo de facilitar viagens.

Entre os documentos, Epstein escreveu em 2015 a Sergei Belyakov, então vice-ministro russo, mencionando uma mulher russa ligada a chantagem de empresários em Nova York. A estratégia envolvia contatar o FSB.

Em outra nota de 2013, surgem boatos de que Bill Gates precisava de medicamentos para lidar com consequências de encontros com jovens russas, o que teve resposta pública de assessoria de Gates como falsas.

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