- Trump pediu aos americanos que “virassem a página” do escândalo Epstein, após a divulgação de documentos que alimentam investigações sobre outras figuras.
- Peter Mandelson renunciou à Câmara dos Lordes britânica em meio a acusações de facilitar informações confidenciais a Epstein; polícia britânica investiga-o por crimes de má conduta.
- Nos Estados Unidos, Bill Clinton e Hillary Clinton vão depor no fim de fevereiro diante do comitê da Câmara dos Representantes sobre seus vínculos com Epstein.
- Trump afirmou que foi inocentado pelo último lote de arquivos e disse que não houve acusações contra ele, sugerindo tratar-se de uma conspiração.
- A divulgação também trouxe nomes de supostas vítimas não censurados, fotos e dados privados, e houve discussão judicial sobre bloqueio de acesso aos arquivos.
Donald Trump pediu aos americanos que, diante dos novos documentos do caso Epstein, virem a página do escândalo. A declaração ocorreu na terça-feira, 3, diante da divulgação que provocou investigações sobre figuras públicas e alimentou novas perguntas sobre o caso.
A divulgação de milhões de documentos relacionados ao caso Epstein continua a reverberar nos EUA. Medidas judiciais e depoimentos já entraram em pauta, enquanto autoridades buscam esclarecer ligações entre Epstein e outras personalidades.
Peter Mandelson, ex-embaixador do Reino Unido em Washington, renunciou à Câmara dos Lordes em meio a acusações de ter facilitado informações confidenciais ao falecido criminoso. A polícia britânica informou que investiga Mandelson por crimes de má conduta no exercício de cargo público.
Contexto político e depoimentos no Congresso
No Congresso dos EUA, o comitê que investiga Epstein confirmou que Bill Clinton e Hillary Clinton deporão no fim de fevereiro. O objetivo é apurar laços com Epstein e informações sobre seu círculo. O anúncio ocorreu após o casal já ter sido questionado por outros temas.
Trump insistiu que não há evidências contra ele nos novos arquivos, afirmando que a divulgação não aponta nenhuma acusação penal. O republicano afirmou que houve uma conspiração envolvendo Epstein e outras pessoas, sugerindo que o foco deve mudar para temas de interesse público.
Outros desdobramentos e nomes citados
Além de Mandelson, nomes de testemunhas e de supostas vítimas foram mencionados ou divulgados. O jornal The New York Times informou que alguns nomes deveriam permanecer sigilosos, embora tivessem sido expostos nos documentos. Fotos e dados privados também ganharam circulação.
O caso Epstein continua gerando controvérsia nos EUA e no Reino Unido, com desdobramentos que vão desde investigações oficiais até debates públicos sobre privacidade, responsabilidade e transparência. As audiências no Congresso devem avançar nos próximos meses com a participação de vários envolvidos.
Observações sobre o material divulgado
Entre as informações, houve também relatos de imagens falsas criadas por IA ligando Epstein a figuras políticas, o que complica o tratamento público do tema. Especialistas destacam a necessidade de verificação cuidadosa das informações que circulam nas redes.
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