- Investigações da Polícia Federal avançam no escândalo do Banco Master, envolvendo o BRB (governo do Distrito Federal) e a Rioprevidência (Rio de Janeiro).
- Os governadores Ibaneis Rocha e Cláudio Castro foram convidados pela CPI do Crime Organizado; Rocha encaminhou um colaborador de segundo escalão e Castro estava fora do país, enviando explicação por carta.
- A PF aponta gestão fraudulenta no BRB, com uma anotação interna de que a aquisição de carteira de crédito seria necessária para o Master não quebrar.
- No Rio, o ex-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso temporariamente ao voltar dos Estados Unidos, em investigação sobre ocultação de provas; irmãos Rafael e Rodrigo Schmitz também foram presos.
- A relação entre Master, fundos de pensão e políticos envolve propostas para alterar o Fundo Garantidor de Créditos e operações entre 2023 e 2024 que teriam gerado riscos e possíveis prejuízos aos cofres públicos.
O escândalo envolvendo o Master se aproxima das gestões dos governadores Ibaneis Rocha (DF) e Cláudio Castro (RJ). A CPI do Crime Organizado recebeu convites, mas Rocha enviou um colaborador de segundo escalão e Castro estava no exterior, justificando por carta sua ausência. A investigação segue no Congresso.
A Polícia Federal avança em Brasília e no Rio. No DF, o BRB é alvo de um inquérito por gestão fraudulenta envolvendo a aquisição de terrenos e a tentativa de compra de parte do Master para ocultar irregularidades. A PF também tractou de uma anotação de uma diretora do BRB sobre a necessidade da aquisição de carteira de crédito.
No Rio, a PF prendeu temporariamente Deivis Marcon Antunes, ex-presidente da Rioprevidência, ao retornar dos Estados Unidos. A apuração envolve sumiço de provas e documentos ligados ao investimento de 1 bilhão de reais no Master, realizado pela Rioprevidência entre 2023 e 2024.
Investigações vinculadas ao Master
A operação Barco de Papel, já realizada, apurou irregularidades na relação entre o Master e fundos de pensão. Investigações sugerem uso de financiamentos de alto risco para atrair clientes e ganhos com a venda de carteiras de crédito. O Banco Central informou ao Ministério Público Federal potenciais crimes de colarinho branco, com base em documentos de 2025.
Desdobramentos políticos e legais
O Ministério Público e o Superior Tribunal de Justiça acompanham o caso. A defesa de Rocha aponta que o governador não participou diretamente das decisões, atribuindo responsabilidades a subordinados. Em Brasília, há pedidos de impeachment e pressões políticas para acelerar ou dilatar o andamento das apurações.
No Rio, as investigações envolvem a Rioprevidência e a origem de recursos usados em operações com o Master. A PF prendeu Antunes por ocultação de provas, e dois irmãos, Rafael e Rodrigo Schmitz, foram presos temporariamente em Santa Catarina durante diligências associadas ao caso.
Este conjunto de ações mostra uma linha comum: autoridades de diferentes estados confrontadas com operações de crédito, aquisição de ativos e possível uso indevido de recursos públicos para socorrer instituições financeiras em crise. As investigações continuam para esclarecer os papéis e responsabilidades de gestores e parlamentares.
Entre na conversa da comunidade