- Nos últimos vinte anos, a política da Tailândia passou por dois golpes de estado, protestos de rua e decisões judiciais que derrubaram cinco primeiros-ministros.
- Em 2005, o Thai Rak Thai, de Thaksin Shinawatra, venceu o mandato com políticas populares.
- Em 2006, denúncias de corrupção levaram a grandes protests; o Exército depôs Thaksin e ele buscou refúgio no exterior.
- Entre 2007 e 2010 houve alternância de governos entre apoio a Thaksin e opositores, com violência significativa em 2010.
- A partir de 2023, movimentos reformistas desafiaram o establishment; Move Forward foi alvo de cassação, Srettha Thavisin tornou-se premier e a eleição prevista para 8 de fevereiro de 2026 foi anunciada.
A sequência de duas décadas na política da Tailândia mostra ciclos de golpes, protestos e mudanças de governo que envolveram conservadores, reformistas e populistas. Entre 2005 e 2025, o país vivenciou cinco primeiros-ministros de saída abrupta, julgamentos e tensões constitucionais que moldaram o cenário atual. O próximo pleito ocorre em 8 de fevereiro de 2026.
Ao longo do período, a disputa entre palácios, militares e forças políticas ganhou contornos marcados por eleições contestadas, dissolveções de partidos e mudanças constitucionais. A mobilização popular, em especial movimentos pró ou contra Thaksin Shinawatra, deixou marcas duradouras na arena política.
Fatos-chave recentes
Entre 2023 e 2025, Move Forward e Pheu Thai conquistaram o essencial do apoio parlamentar, mas enfrentaram entraves conduzidos por deputados militares e pelo Senado. Em 2024, Move Forward foi dissolvido por questões legais, e Srettha Thavisin assumiu o governo, com Thaksin retornando ao país.
Dinâmica de poder e impactos
A década de 2020 ficou marcada pela alternância entre governos apoiados pelo establishment e tentativas de reformas, inclusive sobre o papel da monarquia. A atuação judicial foi decisiva em várias ocasiões, dissolvendo partidos e definindo o ritmo político.
Contexto recente
Em agosto de 2024, Thaksin Shinawatra retornou ao país e iniciou nova fase política sob condições cara de hospital. Em dezembro, Anutin dissolveu o parlamento, abrindo caminho para as eleições de 2026, segundo o histórico de discordâncias entre forças pró e anti-establishment.
Perspectivas para 2026
O pleito de fevereiro tende a consolidar alianças entre movimentos reformistas e partidos com base popular, diante de um quadro político ainda dominado por influências antigas. Analistas destacam a importância de resultados que possam alterar a composição do legislativo e do governo.
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