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Líder do Parlamento venezuelano promete apresentar anistia em breve

Líder do Parlamento venezuelano afirma que projeto de anistia geral poderá ser discutido hoje, visando libertar presos políticos desde 1999, com alcance ainda incerto

Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela 22/12/2025 REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria
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  • O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, disse que a primeira discussão no Parlamento sobre a lei de anistia prometida pela presidente interina Delcy Rodríguez ocorrerá “muito em breve”.
  • O projeto de lei de anistia geral foi anunciado em vinte e oito de janeiro pela irmã de Nicolás Maduro, com o objetivo de libertar presos políticos desde mil novecentos noventa e nove; ainda não foram divulgados os detalhes.
  • Segundo fontes próximas do governo e da oposição, a matéria pode ser debatida ainda hoje no Parlamento; desde o início de janeiro, cem presos foram libertados, mas quase setecentos permanecem detidos, segundo o Foro Penal.
  • Existem dúvidas sobre o alcance da anistia, com defensores de direitos humanos temendo incluir crimes contra a humanidade, especialmente diante da investigação do Tribunal Penal Internacional sobre o governo de Maduro.
  • Parte da oposição, incluindo o grupo liderado por Henrique Capriles, aceitou dialogar com Delcy Rodríguez, para consolidar uma agenda de trabalho voltada à coexistência democrática e à paz, sem detalhar demais a extensão da medida.

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, afirmou que a primeira sessão do Parlamento sobre o projeto de anistia geral prometido pela presidente interina Delcy Rodríguez ocorrerá em breve. A declaração foi feita nesta quarta-feira (4), após reunião com representantes do governo e de sete movimentos de oposição.

De acordo com fontes próximas ao governo e à oposição, o texto pode ser discutido ainda hoje no Parlamento. O anúncio surgiu pouco depois de Delcy Rodríguez ter apresentado, em 30 de janeiro, a proposta de anistia para libertar presos políticos desde 1999, início dos governos do chavismo.

Situação dos presos e alcance da anistia: desde o começo de janeiro, 367 presos políticos foram liberados, segundo o Foro Penal, mas quase 700 permanecem detidos. A lei de anistia faria com que os libertados deixassem a condição de condenados, ainda que alguns continuassem sob medidas cautelares.

A definição do alcance da anistia é incerta. Defensores dos direitos humanos temem que a medida não inclua crimes contra a humanidade, especialmente diante da investigação do Tribunal Penal Internacional sobre possíveis crimes sob o governo de Maduro.

Posicionamento regional e de oposição: o governador de Cojedes, Alberto Galíndez, aliado da oposição, disse que a anistia deve abranger apenas dissidentes e exigir punição para perseguidores. Ele afirma haver justiça para quem atuou para prejudicar presos políticos.

Jorge Rodríguez disse que a expectativa é chegar a um consenso suficiente para aprovar a lei por unanimidade. Horas antes, parte da oposição — entre eles Henrique Capriles — aceitou convite de Delcy Rodríguez para iniciar um diálogo, segundo divulgação no Telegram.

Comissão e agenda de diálogo: o presidente do Parlamento explicou que a reunião visou consolidar a agenda da Comissão para a Coexistência Democrática e a Paz. Um objetivo é fortalecer a paz e a soberania venezuelana, sem detalhar demais os próximos passos.

A oposição informou que sete grupos políticos aceitaram o convite, incluindo União e Mudança, de Capriles. A maior coalizão oposicionista, liderada por María Corina Machado, não participou, mantendo a exigência de reconhecimento da vitória de Edmundo González Urrutia em 2024.

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