- O presidente afirmou que as investigações da Polícia Federal sobre o Banco Master vão às últimas consequências para revelar a participação de magnatas que influenciam a economia brasileira.
- Ele confirmou reunião em 2024 com Daniel Vorcaro, dono do Master, acompanhada pelo ex-ministro Guido Mantega, dizendo que não houve posição política a favor ou contra o banco e que o Master enfrentava crise de liquidez.
- Lula disse ter chamado o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para opinar sobre os relatos do banqueiro.
- O presidente afirmou que a Procuradoria pode ajudar, pois há chance real de responsabilizar magnatas da corrupção e da lavagem de dinheiro; citou negócios entre estados com o Master e recursos de servidores, incluindo o Rio de Janeiro e o Amapá, sem que ele seja investigado.
- Também mencionou o caso do Banco de Brasília e a compra de carteiras de crédito sem lastro e planeja levar comitiva aos Estados Unidos para reunião com Donald Trump sobre combate ao crime organizado; não houve posicionamento sobre CPI ou CPMI.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as investigações da Polícia Federal sobre o escândalo do Banco Master vão até as últimas consequências para revelar a participação de magnatas que influenciam a economia brasileira. A fala ocorreu nesta quinta-feira, 5, em entrevista, sem adiantar nomes.
Lula confirmou ter recebido o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, em seu gabinete em 2024, acompanhado pelo ex-ministro Guido Mantega. Ele disse que não houve posição política a favor ou contra o banco e que a crise de liquidez já era tema à época.
Após o encontro, o presidente disse ter chamado para opinar o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para avaliar relatos do banqueiro. A ordem foi apurar tudo.
Para Lula, a Procuradoria deveria atuar para enfrentar a corrupção e a lavagem de dinheiro, independentemente de quem esteja envolvido. O petista afirmou que quem responsabilizado for terá de arcar com os impactos econômicos.
O presidente citou ainda o andamento das investigações sobre o que chamou de falcatrua envolvendo o Banco de Brasília, que tentou comprar parte do Master, acordo negado pelo Banco Central. A operação envolveu aquisição de carteiras de crédito sem lastro.
Na visão de Lula, o combate ao crime organizado deve ocorrer de modo firme, inclusive com eventual alinhamento com autoridades de outros países. Ele mencionou uma viagem aos Estados Unidos para conversar com o presidente Donald Trump no início de março.
A comitiva brasileira, segundo Lula, incluirá o ministro da Justiça, o diretor-geral da PF, o secretário da Receita Federal e o procurador-geral, com o objetivo de discutir cooperação no enfrentamento do crime organizado e do narcotráfico.
Por fim, o presidente não adotou posição sobre uma eventual CPI ou CPMI para apurar o Master, ressaltando que cumpre as funções do cargo e orienta os órgãos a agir dentro da legalidade.
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