- Lula mantém Geraldo Alckmin como vice, mas sugere que a vaga pode exigir acordos futuros dentro da estratégia eleitoral, incluindo disputas estaduais.
- O presidente sinaliza que Haddad e Alckmin teriam que medir forças com o governador Tarcísio de Freitas em São Paulo, caso necessário.
- O MDB surge como peça-chave para ampliar o tempo de propaganda e atrair grandes partidos para a coligação, como o próprio MDB com nomes do transporte e do Pará.
- Renan Filho (ministro dos Transportes) e Helder Barbalho (governador do Pará) são apontados como potenciais nomes do MDB dispostos a alterar planos regionais para disputar o governo federal.
- Simone Tebet aparece no radar paulista, com possível mudança de domicílio eleitoral para São Paulo para disputar o Senado, segundo a leitura do Planalto.
No intervalo de uma entrevista concedida à Daniela Lima, publicada pelo UOL, o presidente Lula comentou a manutenção de Geraldo Alckmin no posto de vice na chapa, sinalizando que Haddad e Alckmin devem cumprir papéis importantes na corrida eleitoral, com referência específica à disputa em São Paulo. A fala também sugeriu a possibilidade de alianças que envolvam governos estaduais.
A leitura dominante é a de que Lula tenta ampliar o tempo de exposição eleitoral ao buscar adesões de siglas de grande porte, como o MDB, para potencializar a propaganda no rádio e na TV. A ideia é fortalecer a composição de chapa com nomes influentes para ampliar o alcance da campanha.
Entre os nomes do MDB considerados para compor com Lula estão Renan Filho, atual ministro dos Transportes, e Helder Barbalho, governador do Pará. Ambos teriam interesse em pleitos estaduais, mas avaliam a possibilidade de migrar para a candidatura federal caso haja acordo favorável.
Simone Tebet também aparece no mapa de possibilidades, embora, segundo o Planalto, possa ser candidata ao Senado no Mato Grosso. Caso mude o domicílio eleitoral para São Paulo, poderia integrar o leque de alianças, com saída do MDB para o PSB.
No cenário paulista, o MDB permanece alinhado à reeleição de Tarcísio de Freitas. Uma eventual aproximação com Lula poderia promover efeitos duplicados: impulsionar a propaganda do PT e reduzir a vantagem de Tarcísio no maior colégio eleitoral do país.
Mesmo que Lula não tenha vitória garantida em São Paulo, há interesse em manter o nome de um candidato capaz de atenuar derrotas nacionais. Em 2022, Haddad levou a disputa ao segundo turno, mas perdeu para Tarcísio, o que influenciou a leitura de cenários para 2026.
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