- Um investidor ligado ao emirado dos Emirados Árabes Unidos assinou secretamente, antes da posse de janeiro de 2025, um acordo de $500 milhões para adquirir quarenta e nove por cento da World Liberty Financial, empresa de criptomoedas criada pela família Trump.
- O investidor é Tahnoon bin Zayed Al Nahyan, conselheiro de segurança nacional e irmão do presidente dos Emirados, conhecido como “spy sheikh”.
- A transação envolve a empresa de criptomoedas da família Trump, que já havia atraído outros investimentos estrangeiros e gerou dezenas de milhões em receitas.
- A relação entre a família Trump, Tahnoon e outras operações no setor de criptomoedas é apontada como potencial conflito de interesse, com críticas sobre a influência do dinheiro estrangeiro na presidência.
- O governo dos Estados Unidos afirma que não houve conexão entre o negócio e decisões de política, e que não há envolvimento direto de Trump nos negócios.
O negócio envolvendo a família Trump e o investidor de alto escalão dos Emirados Árabes Unidos envolveu a assinatura secreta de um acordo para investir 500 milhões de dólares na compra de quase metade de uma startup de criptomoedas criada pela própria família. O investimento foi feito por uma firma controlada por Tahnoon bin Zayed Al Nahyan, figura influente no governo dos Emirados, pouco antes da posse de Donald Trump em janeiro de 2025. A transação ocorreu em meio ao período de transição política.
A operação visava adquirir 49% da World Liberty Financial, empresa de criptomoedas lançada pela família Trump e aliados no final de 2024. Tahnoon, ligado à líderirace do país, atua como conselheiro de segurança nacional e comanda gigantescos fundos soberanos, além de ter participação em uma empresa de IA. O acordo foi revelado recentemente por veículos de imprensa, gerando questionamentos sobre conflitos de interesse.
A relação entre a gestão Trump e investidores estrangeiros é tema frequente na cobertura. A afirmação de que o negócio não envolve o presidente foi reiterada pela assessoria da Casa Branca, que sustenta que Trump não tem envolvimento direto em decisões empresariais que afetam seu mandato.
Envolvimento e contexto
Segundo apurações, Tahnoon já participou de negociações com o governo dos EUA em assuntos de segurança, economia e tecnologia, fortalecendo laços com Trump. A parceria foi fechada alguns meses antes da posse presidencial, envolvendo uma figura de alto nível do governo dos Emirados.
Além do acordo com a World Liberty, houve um segundo movimento financeiro entre a família Trump e entidades ligadas a Tahnoon, com a promessa de investimentos em projetos de tecnologia e IA. Esse conjunto de operações levanta questões sobre transparência e cooperação entre interesses do governo americano e interesses privados.
Repercussões e posição oficial
Autoridades dos EUA destacaram que não houve conluio entre a venda de ações e políticas de exportação de tecnologia para os Emirados. Contudo, analistas apontam que tais relações complicam a credibilidade de Washington em negociações estratégicas com Abu Dabi.
Especialistas enfatizam que a monetização de ativos familiares por meio de investidores estrangeiros pode criar incentivos a favor de interesses privados. Em meio a críticas, a Casa Branca reforça que medidas éticas foram observadas e que não houve violação de responsabilidade constitucional.
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