- O PT, representado pelo deputado Pedro Uczai, é a favor da CPMI do Master, mas não aderirá à proposta encabeçada pela oposição, por discordar dos planos de investigação.
- O líder da oposição, o bolsonarista Carlos Jordy, coletou assinaturas para a CPMI que mira a atuação do STF e de seus ministros, alegando afastar o caso Master; já tem apoio para seguir adiante.
- Uczai apontou dois motivos para o PT rejeitar a CPMI de Jordy: a oposição quer usar a comissão para atacar o STF e Alexandre de Moraes, e Jordy é investigado pela PF por suspeita de desvio de verba de gabinete.
- A alternativa do PT é apoiar uma CPMI de esquerda, liderada pelas deputadas Heloísa Helena e Fernanda Melchionna, que seria considerada mais equilibrada.
- No âmbito político, ainda não há garantias de instalação: o presidente da Câmara, Hugo Motta, afirma que há fila de 17 requerimentos; no Senado, caberá ao presidente Davi Alcolumbre decidir sobre a leitura do requerimento, com data ainda indefinida.
O PT assume apoio à CPMI do Master, mas não à proposta encabeçada pela oposição. O líder do partido, deputado Pedro Uczai, afirma que o objetivo do colegiado não é fechado a investigações, apenas que as linhas não coincidam com a leitura dos opositores.
Carlos Jordy, do PL do Rio de Janeiro, coordena a coleta de assinaturas para a CPMI defendida pela direita. Ele busca aprofundar apurações sobre o STF e seus ministros, alegando tentativa de abafar o caso Master. Jordy já tem o apoio necessário para o avanço.
Uczai aponta dois motivos para não apoiar a CPMI de Jordy: a oposição quer usar a comissão para vingança contra o STF e Alexandre de Moraes; e Jordy é investigado pela PF por desvio de verba de gabinete, o que, segundo o PT, compromete a moral para propor o tema.
Uma alternativa do PT é apoiar uma CPMI proposta pela esquerda, liderada por Heloísa Helena e Fernanda Melchionna. A justificativa é promover uma investigação mais equilibrada, sem favorecer interesses de um único espectro político.
Em entrevista exclusiva ao UOL, Lula afirmou que o Master deve ser investigado e os envolvidos punidos, sem considerar o poder político ou econômico dos culpados. A fala, no entanto, não determina o desfecho institucional.
Uczai frisou que o PT não teme ser implicado na CPMI ou em investigações da PF. O líder informou que Jaques Wagner, alvo de dúvidas da oposição, não terá implicações comprovadas. A depender da PF, afirma, não haverá proteção a qualquer um.
Apesar da posição de apoio da maioria dos partidos, a instalação da CPI permanece incerta. O presidente da Câmara, Hugo Motta, disse que não há garantia de andamento, citando fila de 17 requerimentos à frente do caso Master.
No Senado, a situação é diferente. O presidente Davi Alcolumbre precisa decidir se lê o requerimento de abertura da CPMI e convocar sessão conjunta entre Senado e Câmara. Não há data marcada para esse encontro.
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