- Evento em Salvador, na Bahia, que celebra os 46 anos do PT, definirá nomes para o Senado e estratégia eleitoral do partido.
- O foco é a reeleição de Lula, com discurso de evitar passar a imagem de status quo e buscar leitura de propostas para a democracia.
- No Rio de Janeiro, a pauta é priorizar a candidatura de Lula nas estratégias locais do partido.
- Em São Paulo, o PT discute a chapa para o Senado e avalia a possibilidade de filiar Marina Silva e apoiar Simone Tebet.
- Lula mantém a tentativa de convencer Rodrigo Pacheco a disputar o governo de Minas Gerais, considerado palanque estratégico, com fala prevista para o último dia do evento entre 10h e 13h.
O PT realiza, em Salvador (BA), o seu 46º aniversário com debates sobre possíveis nomes para o Senado e sobre a estratégia eleitoral para as principais cidades. O evento reúne integrantes e lideranças do partido e ocorre no período que antecede as convenções.
As conversas destacam a reeleição de Lula e a necessidade de evitar que o PT seja visto como parte do status quo. O secretário nacional de comunicação afirmou que a candidatura precisa atender aos anseios populares e ampliar a percepção de mudança.
Alianças locais são tema recorrente. Em especial, no Rio de Janeiro, há prioridade para Lula, com desenho estratégico já definido por dirigentes locais. A pauta também envolve a definição de chapas para o Senado em São Paulo.
Desafios e cenários
No governo de São Paulo, a disputa pela indicação ao Senado pode também influenciar a campanha de Lula no estado. A relação entre Haddad e possíveis palanques em SP é avaliada por aliados, diante de cenários de alta aprovação de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e a expectativa de reeleição do governador.
Ao UOL, Lula sinalizou interesse de manter Rodrigo Pacheco (PSD) como possível candidato ao governo de Minas Gerais, um dos principais colégios eleitorais do país. O estado é visto como palanque estratégico para a campanha.
Ministros de peso participam do evento, entre eles Fernando Haddad (Fazenda), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral), Margareth Menezes (Cultura), Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social). As atividades ocorrem em diferentes mesas até o sábado.
Encerramento esperado
A presença de Lula está marcada para o ato final, entre 10h e 13h de sábado. A expectativa é que dados econômicos positivos, como a baixa taxa de desemprego e a inflação estável, sejam convertidos em apoio eleitoral quando a campanha começar em agosto.
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