- Lula e Flávio Bolsonaro enfrentam dificuldades para montar palanques competitivos em Minas Gerais, estado com mais de dezesseis milhões de eleitores.
- Lula sinaliza manter Rodrigo Pacheco para o governo mineiro, mas a ideia ainda circula entre negociações e possibilidade de filiação ao União Brasil.
- O PT também avalia nomes como Sandra Goulart (reitoria da UFMG) e Márcio Lacerda, além de discutir uma chapa ao Senado com Kalil e Marília Campos, entre outros cenários.
- Na direita, Nikolas Ferreira é visto como peça-chave para fortalecer a atuação no estado, apesar de ele ter indicado a intenção de concorrer à reeleição na Câmara.
- Oenredo mineiro envolve Mateus Simões (PSD) e o distanciamento de Cleitinho Azevedo (Republicanos), com alianças e estratégias internas gerando tensões e ajustes.
Os dirigentes Lula e Flávio Bolsonaro enfrentam em Minas Gerais um desafio estratégico para formar palanques competitivos. O estado, com mais de 16 milhões de eleitores, é considerado decisivo para a eleição presidencial. A histórica tradição de Minas sinaliza vitória no estado como indicador de triunfo nacional.
No PT, Lula sinalizou manter a possibilidade de candidatura ao governo mineiro de Rodrigo Pacheco, mesmo após o episódio de sua recusa para o STF. Interlocutores da Presidência chegaram a considerar a filiação ao União Brasil, caso haja espaço político. Lula afirma não ter abandonado a ideia.
O PT também sondou nomes como Sandra Goulart, reitora da UFMG, e Márcio Lacerda, ex-prefeito de Belo Horizonte, hoje no radar do PV. Contudo, viabilidade eleitoral dessas opções enfrenta obstáculos. Ao mesmo tempo, Kalil e Tadeu Leite aparecem em conversas sobre composição de chapa para Senado.
Movimento interno na esquerda
O PT discute ainda a possibilidade de uma chapa ao Senado com Kalil e Marília Campos, vereadora de Contagem, caso Pacheco siga fora da disputa. Edinho Silva, presidente do PT, esteve em Belo Horizonte para avaliar espaço de aliança, com foco em ampliar o arco político.
Pacheco estuda deixar o PSD, incomodado com aproximação da sigla ao governo de Romeu Zema (Novo). O PSD já filiou o vice-governador Mateus Simões, indicando preparação para cenário regional. Kalil, após filiação ao PDT, mantém conversas com o PT, mas pode seguir campanha independente, conforme pesquisas internas e sinais do Planalto.
Direita busca eixo forte em Minas
No campo de Flávio Bolsonaro, a recusa de Nikolas Ferreira em disputar o governo mineiro acirrou o debate sobre palanques. Ferreira prefere a reeleição à Câmara, citando estratégia nacional para a direita. O PL teme repetição de 2022, quando Zema apoiou Bolsonaro apenas no segundo turno.
O PSD vê potencial para candidatura própria à Presidência, enquanto Mateus Simões pode apoiar esse projeto, mesmo diante de pressões do PL. Cleitinho Azevedo, hoje no Republicanos, afastou-se de Bolsonaro após divergências, alimentando incertezas sobre alianças locais.
Nikolas Ferreira é visto como peça-chave da estratégia de direita em Minas. Com forte presença digital e mobilização de ruas, o deputado é considerado ativo suficiente para impulsionar candidaturas locais. Mesmo assim, mantém como prioridade a reeleição à Câmara.
Em Minas, interlocutores destacam a importância de manter a base conservadora unida e evitar dispersões que comprometam o Palácio Tiradentes. A atuação de Nico-las, segundo aliados, pode moldar cenários tanto para 2026 quanto para o desempenho de palanques regionais.
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