- O opositor Juan Pablo Guanipa foi libertado da prisão, confirmado pela família neste domingo, em meio a novas libertações de alto perfil na Venezuela.
- O governo de Caracas enfrenta pressão dos Estados Unidos para liberar presos políticos, segundo relatos internacionais.
- O grupo Foro Penal afirma ter verificado 383 libertações desde 8 de janeiro, período em que o governo anunciou uma sequência de liberações.
- Guanipa foi preso em maio de 2025 após meses foragido, sob acusações que a família e seu movimento negam.
- María Corina Machado, aliada de Guanipa, comemorou a libertação e pediu a libertação de todos os presos políticos; o governo diz que os detidos cometeram crimes, não políticos.
O oposicionista Juan Pablo Guanipa foi libertado da prisão e sua família confirmou a notícia neste domingo. O governo de Caracas também registra novas libertações, em meio à pressão dos EUA para libertar prisioneiros políticos.
Contexto
O grupo de direitos humanos Foro Penal informou ter verificado 383 libertações de presos políticos desde 8 de janeiro, data em que o governo venezuelano anunciou uma nova leva de solturas. A contagem é contestada pelo governo, que não apresentou uma lista oficial.
Guanipa é um nome conhecido da oposição e aliado próximo de María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz. Ele foi preso em maio de 2025 após meses foragido, sob acusação de liderar uma conspiração terrorista, acusações que sua família e movimentos políticos negam veementemente.
No início deste mês, a família declarou ter visto Guanipa pela primeira vez em meses, mostrando que ele gozava de boa saúde. O próprio ex-candidato comentou, ao deixar a prisão, que houve “dez meses escondido” e enfatizou a verdade como prioridade para o presente e o futuro da Venezuela.
Machado comemorou a libertação de Guanipa em rede social, pedindo que todos os presos políticos sejam libertados. Organizações da sociedade civil e da oposição afirmam que detenções servem para reprimir a dissidência, acusação negada pelo governo.
Autoridades destacaram que o número oficial de libertações é maior, em torno de 900, mas não detalharam o cronograma nem esclareceram se incluem liberações de anos anteriores. Não há uma lista oficial divulgada com nomes ou datas.
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