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Portugueses vão às urnas no segundo turno da eleição presidencial

Após campanhas impactadas por tempestades, segundo turno em Portugal reúne 11 milhões de eleitores; previsão aponta vitória de António José Seguro sobre André Ventura

O socialista moderado António José Seguro disputa o 2º turno da eleição no país europeu contra André Ventura, o líder da extrema-direita local. Fotos: PATRICIA DE MELO MOREIRA e FILIPE AMORIM / AFP
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  • Segundo turno histórico para escolher o presidente de Portugal; António José Seguro é considerado favorito contra André Ventura, com votação iniciando às 8h para 11 milhões de eleitores no país e no exterior.
  • No primeiro turno, Seguro teve 31% dos votos e Ventura 23,5%; as primeiras projeções do segundo turno devem sair uma hora após o encerramento, às 19h.
  • A campanha foi marcada por inundações, que provocaram adiamentos em votações de 36.852 eleitores em várias cidades e suspensões em algumas secções, com votação remarcada para 15 de fevereiro em áreas afetadas.
  • O tempo esperado para o domingo prevê chuva à tarde, neve em áreas altas e ventos fortes, após a passagem da tempestade Marta; houve também um bombeiro morto na semana anterior.
  • Em Portugal, a presidência é largely cerimonial, mas pode dissolver o parlamento, convocar eleições legislativas e vetar leis.

Os portugueses iniciaram neste domingo o segundo turno das eleições presidenciais. Quem lidera na corrida é André Ventura, da ultradireita, contra António José Seguro, do PS, em disputa para suceder Marcelo Rebelo de Sousa, que não pode concorrer a um terceiro mandato. Pela primeira vez em 40 anos, o país realiza outra votação para o cargo.

As urnas abriram às 8h para 11 milhões de eleitores no território nacional e no exterior e encerram às 19h. As primeiras projeções devem sair cerca de uma hora após o fechamento, com base nos votos apurados nas urnas.

As eleições ocorrem num cenário marcado pelas fortes inundações das últimas semanas, que influenciaram a campanha e levaram ao adiamento de algumas votações. Em Santarém, Salvaterra de Magos e outras cidades, sessões foram suspensas temporariamente por causa das cheias do Tejo.

Contexto da participação e impactos climáticos

Não houve relatos de problemas técnicos generalizados durante a manhã, segundo o jornal local. Em Salvaterra de Magos, foi decidido adiar votações em uma freguesia isolada pela enchente, para garantir a segurança dos eleitores.

O tempo deve piorar à tarde, com previsão de chuva, neve em áreas elevadas e ventos fortes no litoral, segundo o IPMA. A campanha, marcada pelas tempestades, já deixou vítimas e feridos em meses anteriores.

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