- Guanipa, aliado de María Corina Machado, foi detido novamente poucas horas após ser liberado, sob a acusação de violar as condições de liberdade ao falar publicamente sobre o caso.
- O Ministério Público afirma que ele voltou a ser preso por descumprir as medidas cautelares.
- Corina Machado denunciou o que chamou de sequestro; Guanipa ficou menos de 12 horas em liberdade, percorreu Caracas de motocicleta e reuniu-se com familiares de presos.
- A presidente interina Delcy Rodríguez anunciou a abertura de um processo de anistia geral e houve outras liberações de opositores, conforme a ONG Foro Penal, que registrou dezenas de liberdades no fim de semana.
- O filho de Guanipa solicitou prova de vida; entre os liberados próximos a Machado estavam Perkins Rocha e Freddy Superlano.
Juan Pablo Guanipa, aliado de María Corina Machado, foi detido novamente na Venezuela poucas horas após receber a liberdade. O novo encarceramento ocorreu por violar condições de liberdade, entre elas a proibição de falar publicamente sobre o caso.
Segundo o Ministério Público, Guanipa foi alvo de nova detenção por descumprir medidas cautelares. A detenção ocorreu após o opositor ter concedido entrevistas sobre o seu processo. A notícia aponta que ele permaneceu em liberdade por menos de 12 horas.
Corina Machado denunciou o que chamou de sequestro de Guanipa. O MP afirmou que o político violou regras de conduta impostas no regime de liberdade. Guanipa voltava a enfrentar restrições após deixar a prisão no domingo.
Contexto político e desdobramentos
O caso ocorre em meio à expectativa pela aprovação de uma lei de anistia geral prevista para terça-feira, 10 de fevereiro, que pode promover libertações de presos políticos. Delcy Rodríguez, presidente interina, tem promovido medidas nesse sentido desde assumir o poder.
Entre os libertados no mesmo dia, estavam outros dirigentes próximos a Machado. A ONG Foro Penal confirmou 35 novas liberações, elevando para quase 400 o total de libertados desde 8 de janeiro. A mobilização se conecta a protestos e ações políticas da oposição.
Guanipa já ocupou cargos importantes, como vice-presidente do Parlamento e governador de Zulia. Ele se recusou a jurar em uma Assembleia Constituinte, instaurada por Maduro, o que levou à sua destituição. Em 9 de janeiro de 2025, ele voltou a aparecer publicamente acompanhando Machado em um protesto.
O filho de Guanipa, Ramón Guanipa, pediu prova de vida para o pai e criticou o que chamou de repressão. Em resposta, Machado celebrou as libertações recentes, ao afirmar que aguardam um futuro com mais liberdades para a Venezuela.
Freddy Superlano, também ligado a Machado, foi solto no mesmo domingo, segundo a Foro Penal. Ele atuou na campanha pré-eleitoral e foi detido dois dias após a reeleição contestada de Maduro. O cenário político segue com tensões e movimentos de libertação.
Entre na conversa da comunidade