- O parlamento venezuelano adiou a sessão prevista para terça-feira, dia dez, para a aprovação da lei de anistia.
- A proposta foi apresentada pela presidente Delcy Rodríguez, que governa de forma interina e sob pressão dos Estados Unidos.
- O presidente da Assembleia, Jorge Rodríguez, havia dito que a anistia geral seria aprovada nesta terça.
- Segundo o Foro Penal, 426 presos por motivos políticos foram libertados desde oito de janeiro.
- O chavismo convocou uma marcha pelo dia da juventude, no dia 12 de fevereiro.
O Parlamento da Venezuela adiou a sessão marcada para esta terça-feira (10) que deveria analisar a lei de anistia. A medida visa libertar presos políticos, em meio a pressão dos Estados Unidos sobre o governo.
A iniciativa é proposta pela presidente interina Delcy Rodríguez. O anúncio ocorreu após a captura de Nicolás Maduro em operação militar americana em 3 de janeiro, segundo relatos oficiais.
O presidente da Assembleia, Jorge Rodríguez, irmão de Delcy, havia sinalizado, na semana passada, que a anistia geral seria aprovada nesta terça. A suspensão foi divulgada pela Secretaria do Legislativo.
Segundo a liderança da Casa, a audiência de quinta-feira também foi adiada, e a agenda permanece sem previsão de retorno. O texto passou por consultas com políticos, juristas e Judiciário.
Apesar da promessa de libertação rápida, o projeto ainda passa por etapas de debate entre setores, antes de qualquer sanção definitiva. A tramitação tem gerado debates públicos.
De acordo com a ONG Foro Penal, 426 pessoas presas por motivos políticos teriam sido libertadas desde 8 de janeiro, quando Delcy anunciou o início do processo.
Parte do chavismo convocou para quinta-feira uma marcha em celebração ao Dia da Juventude, feriado que ocorre em 12 de fevereiro. O evento foi anunciado pelos organizadores oficiais.
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