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PT vê dano colateral, aposta que Master vence o coração do centrão

PT admite dano colateral a quadros, mas aposta que Master mira no coração do centrão; investigações apontam apostas online e ataques com influencers, com liquidez sob escrutínio desde 2024

Logotipo do Banco Master em prédio de São Paulo
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  • Dirigentes do PT reconhecem possível dano colateral a membros da sigla, mas acreditam que o escândalo atinja o “coração do centrão”.
  • A investigação avança além da tentativa de compra do Master pelo BRB, abrangendo várias frentes.
  • Três grandes empresas de apostas online teriam atuado para financiar ataque reputacional ao Banco Central, com mais de quinze influenciadores nas redes.
  • Os apoios teriam ligações com políticos e outras organizações sob foco da Polícia Federal; a motivação seria fortalecer a versão de Vorcaro sobre o negócio.
  • O Master tinha problemas de liquidez desde 2024; Vorcaro nega delação premiada e as apurações envolvem SP, RJ, AP, Supremo e Distrito Federal.

Dirigentes e quadros históricos do PT que acompanham de perto o caso Master reconhecem que há dano colateral para nomes da sigla, mas apostam que o escândalo atingirá o coração do centrão. A avaliação aparece como leitura inicial da crise envolvendo o banco controlado por Daniel Vorcaro.

Segundo interlocutores, o impacto tende a se concentrar em figuras do espectro político mais próximo do centrão, enquanto o ambiente interno do PT é visto como menos afetado no curto prazo. A expressão usada é de que o dano é residual de um lado e sistêmico do outro.

A investigação avança por várias frentes, além da tentativa de compra do Master pelo BRB. Ao menos três Estados — SP, RJ e AP —, além do Supremo Tribunal Federal e do Distrito Federal, integram o conjunto de apurações.

Desenvolvimento da apuração

Pesquisas mapeiam três grandes empresas de apostas online (BETs) que poderiam financiar ataques reputacionais ao Banco Central por meio de cerca de 15 influencers. O material liga o grupo a políticos e outras organizações sob foco da Polícia Federal.

A motivação, segundo apurações, seria sustentar a versão defendida por Vorcaro de que o veto à venda do Master e a análise regulatória sobre o negócio com o BRB aceleraram a liquidação do banco. Dados oficiais, porém, indicam que o Master já enfrentava problemas de liquidez desde 2024.

Do lado de Vorcaro, aliados negam qualquer possibilidade de delação premiada, citando que o empresário aparece como chefe de uma organização criminosa nas investigações. A hipótese de acordo com a Justiça fica vedada pela lei para acusados nesse estágio.

As apurações também envolvem o Distrito Federal, o Rio de Janeiro e o Amazonas, além do colegiado do STF. As autoridades trabalham para esclarecer vínculos, operações e potencial contrapartida entre empresários, políticos e organizações ligadas ao caso Master.

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