- Rixa entre Tarcísio de Freitas e Eduardo Bolsonaro chegou à Alesp, com o governador supostamente se opondo à indicação de Gil Diniz para a liderança do PL, favorecendo Alex Madureira; Diniz perdeu apoio de dois deputados, o que comprometeu a maioria.
- Gil Diniz, aliado de Eduardo, buscava o posto de líder da bancada do PL na Alesp, após Carlos Cézar deixar o cargo ao tornar-se conselheiro do TCE-SP.
- A oposição interna aponta interferência do governador; André do Prado, presidente da Casa, nega interferência e diz que decisão foi interna da bancada.
- Perfil de Madureira é visto como mais moderado e conciliador, ligado à agenda ESG; críticas ao bolsonarismo são associadas à escolha, com impacto potencial na governabilidade em ano eleitoral.
- Diálogo entre lideranças incluiu menção de apoio à reeleição de Tarcísio, desejo de vice na chapa e, em relação a Flávio Bolsonaro, o governador sinalizou apoio à candidatura do irmão. Eduardo pediu união após visitas e destacou convergência de esforços.
Eduardo Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) chegaram a Alesp em meio a um conflito público que envolve a bancada do PL. A disputa se deu em torno da indicação de um líder da legenda na Assembleia, com o governador supostamente exercendo influência para privilegiar um nome próximo a ele. Tarcísio negou qualquer intervenção ao ser procurado pelo UOL.
A negociação girava em torno do deputado Gil Diniz (PL-SP), aliado de primeira hora de Eduardo, conhecido como Carteiro Reaça. Diniz buscava assumir a liderança da bancada, ocupando a vaga deixada por Carlos Cézar, que deixou o cargo para atuar como conselheiro do TCE-SP. A maior parte da bancada, porém, é composta por 20 deputados.
Relatos de bastidores indicam que Tarcísio teria manifestado contrariedade à indicação de Diniz. Em um cenário de divergências, houve versões sobre telefonemas a parlamentares para não apoiarem Diniz ou sobre veto direto ao nome, com a preferência de Tarcísio por Alex Madureira (PL). Dois apoiadores de Diniz retiraram suporte, complicando a indicação.
Mudança de tema na liderança da bancada
A articulação envolve também a relação entre Tarcísio e Eduardo, marcada por ataques mútuos no passado. Eduardo já criticou o governador, que, por sua vez, busca nomes com perfil mais moderado para a liderança do PL na Alesp. A escolha de Madureira é vista como menos ideológica e com acordos mais próximo ao governo estadual.
Deputados que apoiaram Diniz consideraram interferência de Tarcísio na decisão interna do PL. O presidente da Casa, André do Prado (PL), negou qualquer participação dele ou do governador na decisão, afirmando que foi uma posição da bancada e destacando o perfil de Madureira como agregador.
Repercussões políticas
A tensão chega em ano eleitoral, com o PL pressionado a ter uma liderança capaz de dialogar com governo e oposição. A aliança entre o governador e o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) aparece como elemento de contenção, após encontros recentes entre Tarcísio e Bolsonaro. Já Eduardo sinalizou disposição de buscar a unidade entre as forças ligadas ao grupo.
Ao longo da crise, aliados de Eduardo defendem que a bancada precisa de um líder com coragem para enfrentar o governo, enquanto a ala mais próxima de Tarcísio busca manter a prioridade de governabilidade e estratégia para a reeleição. A situação na Alesp, portanto, permanece em aberto, com impactos potenciais nas alianças e na disputa pelo Senado em São Paulo.
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