- O partido Bhumjaithai, liderado pelo primeiro‑ministro Anutin Charnvirakul, lidera a apuração com mais de noventa por cento dos votos, à frente do Partido Popular Progressista e do Pheu Thai.
- Anutin convocou eleições legislativas antecipadas em meados de dezembro, enquanto o país vivia um conflito com o Camboja, buscando capitalizar uma onda nacionalista.
- Embora não tenha maioria absoluta, o resultado pode permitir a formação de uma coalizão estável para governar, segundo analistas.
- Em segundo lugar fica o Partido Popular Progressista, seguido pelo Pheu Thai, de Paetongtarn Shinawatra, que fica em terceiro.
- O Partido Popular Progressista afirmou que não formará coalizão com o partido no poder.
O partido Bhumjaithai, do primeiro-ministro Anutin Charnvirakul, lidera as eleições na Tailândia, abrindo espaço para uma coalizão estável. O pleito ocorreu neste domingo, em meio a tensões regionais e a uma onda nacionalista.
Com mais de 90% das urnas apuradas, o Bhumjaithai aparece na frente, seguido pelo Partido Popular Progressista e pelo Pheu Thai, segundo dados da comissão eleitoral. A vitória parcial aponta para um desempenho superior ao esperado.
Anutin, que convocou as eleições legislativas antecipadas em dezembro, busca consolidar apoio parlamentar para cumprir promessas de governo. O contexto é de crise política prolongada e de busca por maioria estável.
Cenários e impactos
Embora a formação de maioria absoluta seja improvável, há possibilidade de acordo de coalizão que facilite a aprovação de medidas no Parlamento, algo que não ocorria com frequência nos últimos anos. A coalizão dependerá de alianças com outros grupos.
O Partido Popular Progressista rejeita alianças com o governo, o que complica a montagem de coalizões amplas. Os desdobramentos devem depender de negociações entre as legendas emergentes e tradicionais, com foco em governabilidade.
A Tailândia enfrenta desafios econômicos e questões de segurança regional, que podem influenciar o curso do novo governo. A avaliação sobre políticas públicas deverá acompanhar de perto os compromissos de campanha do vencedor.
*(Com AFP)*
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